O suposto guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, que se manifesta com pornográfica desenvoltura e guerras particulares, se acha o maior eleitor do Presidente, e resolveu tomar posse do MEC. O Ministério vive em pé de guerra entre os Olavistas, os generais, os técnicos, e mais o perdido Ministro Velez, que fala mais besteiras do que seria tolerável para um Ministro da Educação. Agora, no entanto, Olavo, que odeia ser chamado de ex-astrológo, passou a ofender os generais de todas as maneiras, com palavras e tom de baixo nível.
Os generais tem exercido salutar ponderação no governo Bolsonaro e tutelado as ações mais radicais, ideológicas, messianicas, no governo. É possível que, por isso, Olavo os esteja atacando, pois, funcionam como um ponto de resistência às suas intenções.
O probema é que Bolsonaro leva o problema em banho maria, não defende seus generais, e nem bota limites nas ofensas. Evidente que podem haver outros motivos, mas essa carga de guerra contra os generais funciona como tentar jogar gasolina, atiçar a irritação dos militares. Não se sabe exatamente quem pode ganhar com o circo, se ele pegar fogo.