O ex-presidente Lula tem uma trajetória de vida impactante: de retirante a líder sindical; de líder sindical a presidente da República; de presidente a presidiário condenado por comandar o maior projeto de poder baseado na corrupção já visto no Brasil. Não é pouca coisa, ir de mais popular e populista líder a um condenado, cujos processos ainda não terminaram. Chefe absoluto e implacavel do PT - seu partido e feudo- e que ninguém ousa contrariar, ele comandou a campanha do seu escolhido, Haddad, de dentro da prisão e teve um desempenho significativo. O ex-presidente e sua defesa insistem na tese da perseguição política, algo que apenas os militantes profissionais e aqueles que Nana Caimmy apontou em entrevista serem seus " admiradores", ainda acreditam. A recente prisão de Temer ajudou a desmistificar ainda mais essa tese.
A medida que o tempo passa, e hoje completa-se um ano de sua prisão, cada vez mais se revela o pantâno político e administrativo em que o ex-presidente e seu partido nadaram de braçada.
O discurso de " Lula Livre" ainda persiste, mas cada vez mais vai se tornando um grito preso atrás das grades.