O contingenciamento de verbas da educação aconteceu no governo de todos os presidentes desde Lula- as manchetes estão aí para provar-, mas nada disso importa, nem que ele se resume a 3,5% e não 30%, como anunciado. A variação depende da forma como se analisa as verbas universitárias. A retenção é um reflexo da crise e já havia sido iniciado na Bahia com o governo de Rui Costa que vem mantendo as instituições baianas no cerco, e sob cortes constantes. Nada de novo no Brasil.
O que o governo pecou foi na sua destrambelhada comunição, na inversão da agenda- corte antes, reunião com reitores depois-, e em fornecer um discurso beligerante que permitiu a oposição usar os estudantes como elemento de protesto quando em verdade queriam Lula livre. É inocência acreditar que todos que estavam nas manifestações eram interessados na educação nacional- a maior de nossas tragédias há decádas-, mas também é ignorância acreditar que todos que estavma lá eram " idiotas inúteis".
As Universidades precisam ser balançadas em seu confortável satus quo, mas não é com a desmoralização do sistema que construiremos a mudança.