Diante de Senadores com várias acusações, alguns com 13 processos no STF, o Ministro Moro respondeu por mais de 8h a perguntas sobre o vazamento de mensagens de seu celular. Na oposição, ficou claro que o objetivo da bancada petista é anular o julgamento e libertar Lula- condenado em várias instâncias-, comandante do maior projeto de corrupção da história do Brasil, e que teve nas construtoras baianas, especialmente a Odebrecht, seu braço operacional.
Com homérica paciência Moro evitou as provocações, expôs os resultados da Lava-Jato, e fez a propaganda do seu pacote anticrime. A maioria dos Senadores de oposição deixaram a Comissão antes do final e reconhecem que não tem condições para fazer uma CPI contra Moro.
Evidente que existe conversa entre juízes e procuradores embora, para muitos, seja desejavel que o alinhamento seja menor com uma das partes- como nesse caso-, mas não há nada que justifique invalidar as conclusões e punições da Lava-Jato. Aliás, ela é maior do que qualquer indivíduo isoladamente. É válido sim, monitorizar as ações da Lava-Jato, levantar questões, manter cobranças por limites, até por ser uma operação inédita, mas jamais reduzir sua importância.
Ao final, Moro não foi encurralado e saiu maior do que entrou no depoimento, ao qual, aliás, foi por vontade própria, em jogada de mestre.