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César Oliveira

Lewandowski nunca cansa de revelar o seu pior

César Oliveira - 07 de Janeiro de 2020 | 12h 01
Lewandowski nunca cansa de revelar o seu pior

O Ministro Lewandowski, do STF, de quem nunca se esperou nada mesmo, exceto o alinhamento com a proteção a quem lhe nomeou e resultou no inacreditável impeachment sem perda de direitos políticos, como ele fez com Dilma- uma jabuticaba brasileira-, usou um argumento sofista para atacar a Lava-Jato, como sempre, em entrevista ao EL País: "Infelizmente, no Brasil, o combate à corrupção sempre foi um mote para permitir que se promovessem retrocessos institucionais. Foi assim na época do suicídio de Getulio Vargas, foi assim em 64. É uma visão moralista política do combate à corrupção, a meu ver, absolutamente deletéria. O combate à corrupção tem que ser feito diuturnamente, permanentemente, mas existem outros males igualmente graves no Brasil: a má distribuição de renda, a exclusão social, o sucateamento da educação, a precarização da saúde pública. São males que equivalem, se não são superiores, ao mal da corrupção.”

É exatamente o contrário: a desculpa do garantismo e do retrocesso institucional sempre foi usado para limitar o combate a corrupção e proteger seus agentes com o foro privilegiado ( não é a toa que o STF levou 50 anos sem condenar nenhum político, algo que chega a ser escandaloso). Por outro lado, ele ainda relativiza a corrupção dizendo que há males piores quando, em verdade, a corrupção é a contribuinte direta dos outros malefícios.

Lewandowski sempre oferece o pior de si mesmo, achando que a embalagem sonega seu comprometimento ideológico e sua permissividade com os corruptos. É revoltante. 



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