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César Oliveira

Chinavírus: potencial de contágio e medidas de contenção

César oliveira - 13 de Março de 2020 | 10h 02
Chinavírus: potencial de contágio e medidas de contenção

Ainda há muitas incertezas sobre o comportamento do coronavírus, no hemisfério Sul. Não sabemos se manterá o perfil que teve na China e na Europa ou se terá uma disseminação diferente. Em caso de dúvida e diante do impacto econômico e de mortalidade é melhor prevenir. Já aprendemos, observando os demais países, que ele apresenta um potencial de transmissão exponencial a partir do caso de número 50 o que já ultrapassamos. Diante do quadro cabem algumas observações:

1- a taxa de mortalidade é baixa em jovens, mas é significativa em idosos, e doentes crônicos, variando de 12 a 18% . Destes, 10% dos pacientes precisarão de assistência ventilatória ( entubação e uso de respirador)

2-nosso sistema de saúde, com sobrecarga eterna, não tem espaço para acrescentar o número de afetados previsto

3- o vírus apresenta uma capacidade de multiplicar-se por 10 em até uma semana. Mesmo que tenhamos uma proliferação menor do que no resto do mundo, ainda assim será algo importante

4- China e a Itália nos trazem lições importantes. Em uma as medidas de contenção foram precoces e severas; na outra,  foram tardias e relaxadas. A Itália está em caos, a China já controlou a pandemia.

5- diante destes fatos não resta dúvidas que aglomerações devem ser evitadas ao máximo possível: festas de rua que trazem pessoas  de vários locais, jogos de futebol, passeatas, concentrações religiosas.  Universidades e colégios,com o crescimento da pandemia terão de ser fechados. Não é possível controlar todo movimento, mas se pode reduzir substancialmente

5-Singapura nos deu a lição que diagnóstico precoce e isolamento com forte Vigilância Epidemiológica, comunicação clara e franca com a Sociedade, e estratégia agressiva de contenção com as medidas necessárias, apresentaram bons resultados.

6-considerando o potencial de contágio, o potencial de letalidade em idosos, a carência de nosso sistema de saúde, fica muito claro que prevenir é melhor que remediar.   

8- É IMPERIOSO preparar a estrutura de saúde para receber os casos graves, pois, eles aparecerão.  E não deixar para agir após o fato.

7- o Estado deve acelerar  a obra do HGCA, deixando leitos de UTI de sobreaviso, e adiantando a reforma das enfermarias velhas que foram licitadas e não começam. E além disso anunciar como está se preparando para atender ao crescimento da demanda. 

8-Não é necessário pânico, mas não é possível desatenção.



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