O enfrentamento a pandemia do Chinavírus é a crônica de uma tragédia marcada para acontecer. Transformada em um reality show político pelo ex-ministro Mandetta, que fazia longas entrevistas e pouca ação, ela sofreu sempre de improvisação, descaso, e diretrizes confusas e divergentes entre a equipe e presidente que insiste em não usar máscaras, abraçar eleitores, e desde o começo chamou a pandemia de “gripezinha”.
Em outras vezes tentou reduzir sua importância, banalizar suas mortes, e chegou a dizer que não queria saber quantos iam morrer porque não era coveiro. No penúltimo episódio, já celebre, mandou um E dai? para as vítimas. Fica claro, evidente, que Bolsonaro não tem nenhuma empatia pelas vítimas da doença, nem com quanto elas serão, ou como estão sendo assistidas. Ele acredita ser presidente da parte que cuida, apenas, da economia.
Por último, no mesmo dia em que o Brasil bateu o recorde de mortes em um dia com 751 mortos, os casos chegaram a 10.222 por dia, e atingimos a marca de 10 mil mortes, o presidente anunciou que vai fazer um churrasco em casa, tripudiando com os milhões de pessoas que vivem a dificuldade de enfrentar a crise, os profissionais que estão expondo a vida para combater a doença, as famílias e aqueles que estão enfrentando a traiçoeira luta de depender de um sistema de saúde que está em colapso em vários Estados, produzindo cenas dantescas.
É indigno, absolutamente indigno que Bolsonaro esteja tratando a pandemia e o povo brasileiro como ele está fazendo.
Os mortos estarão sim, em sua conta.