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Justiça

Moraes mantém prisão de Braga Netto; general está preso desde dezembro, por obstrução de investigação

23 de Maio de 2025 | 11h 47
Moraes mantém prisão de Braga Netto; general está preso desde dezembro, por obstrução de investigação
Foto: Isac Nóbrega/PR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nesta quinta-feira (22), manter a prisão do general da reserva Walter Souza Braga Netto, preso no âmbito do inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado perpetrada durante o governo Jair Bolsonaro (PL).

O militar foi candidato a vice na chapa do ex-presidente, nas Eleições 2022. Ele está preso desde dezembro de 2024, sob acusação de obstruir as investigações sobre os ataques antidemocráticos que visavam impedir a posse do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Braga Netto é um dos réus do núcleo 1 da trama golpista, grupo que também inclui Bolsonaro e o general Augusto Heleno. A decisão do ministro foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestar-se favorável à manutenção da prisão.

De acordo com Alexandre de Moraes, a soltura de Braga Netto pode atrapalhar o andamento da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado. O magistrado citou o depoimento prestado à Suprema Corte, na última quarta-feira (21), pelo tenente-brigadeiro Carlos Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica durante o governo Bolsonaro.

O militar, que é uma das principais testemunhas de acusação no processo, relatou ameaças contra seus familiares. "A testemunha de acusação afirmou, em seu depoimento, que o réu Walter Souza Braga Netto foi responsável por orientar militares golpistas a pressionar a testemunha e a sua família, uma vez que o tenente-brigadeiro Baptista Júnior foi contrário ao plano golpista da organização criminosa. Salientou, ainda, que encerrou suas contas em redes sociais, considerando a intensa pressão exercida pelos militares golpistas, orientados por Walter Souza Braga Netto", justificou Moraes.

No curso das investigações, a Polícia Federal (PF) identificou que o general, indiciado por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cesar Barbosa Cid, tenente-coronel da ativa do Exército Brasileiro e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Após efetuada a prisão, a defesa do general Walter Souza Braga Netto negou que o mesmo tivesse obstruído as investigações.

 



 

*Com informações da Agência Brasil.



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