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Justiça

Suspeita de injúria racial contra capitão da PM, inspetora da PRF é solta, após audiência de custódia

06 de Outubro de 2025 | 17h 21
Suspeita de injúria racial contra capitão da PM, inspetora da PRF é solta, após audiência de custódia
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Suspeita de cometer injúria racial contra um servidor da Polícia Militar da Bahia (PMBA), a inspetora da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Michele Alencar, de 44 anos, foi solta, após passar por audiência de custódia, nesta segunda-feira (6).

A agente havia sido presa em flagrante, neste domingo (5), em Feira de Santana, segunda maior cidade do estado da Bahia. Ela foi acusada de proferir injúrias de teor racista contra o capitão Leandro Muniz, durante um torneio infantil de futebol de uma escola particular. O evento aconteceu na quadra da unidade do Serviço Social da Indústria (Sesi), no bairro Jardim Cruzeiro.

Esta manhã, durante a audiência de custódia, a Justiça optou pelo relaxamento do flagrante, concedendo liberdade provisória à inspetora. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil da Bahia (PCBA). A corporação deve ouvir as testemunhas nos próximos dias.

A acusação – Conforme a Polícia Civil, o capitão da PM relatou que assistia à partida do filho, quando Michele começou a reclamar que ele estaria atrapalhando sua visão. Ambos discutiram e, segundo o oficial, a mulher teria dito a frase “isso é coisa de preto”.

Em entrevista à TV Subaé, o militar afirmou que também foi agredido com um soco nas costas, desferido pelo filho da inspetora. Isto, segundo ele, teria desencadeado uma luta corporal, que foi contida por populares. Uma viatura da PM foi acionada, para atender a ocorrência.

A suspeita, por sua vez, apresentou uma versão diferente. Ao mesmo veículo de comunicação, ela declarou que também acompanhava o jogo do filho e que, por diversas vezes, pediu ao capitão que se sentasse, pois não conseguia ver a partida.

A inspetora admitiu ter se alterado e utilizado palavras de baixo calão, mas negou ter proferido qualquer ofensa de cunho racial. Michele Alencar contou, ainda, que, após a discussão, o capitão teria se aproximado dela, de maneira ameaçadora.

Em função disso, o filho dela tentado impedir uma possível agressão, momento em que ambos entraram em luta corporal. Ela declarou que foi vítima de violência contra a mulher. A acusada passou por exames de corpo de delito e está à disposição do Poder Judiciário.

Posicionamento do Sesi – Por meio de nota, o Sesi Bahia lamentou o ocorrido e afirmou que repudia a violência em todas as suas formas, reforçando o compromisso da entidade com o Código de Conduta Ética.

A diretriz, segundo a instituição, coíbe qualquer prática de desrespeito ao indivíduo. “Mesmo não sendo responsável pelo evento, o Sesi Bahia lamenta o ocorrido e reafirma seu repúdio à violência em suas mais diversas formas. A entidade reitera seu compromisso com os valores estabelecidos em seu Código de Conduta Ética, que coíbe toda e qualquer prática de desrespeito ao indivíduo”, diz o documento, assinado pela Gerência de Comunicação do Sistema da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).

O QUE DIZ A PRF – Também por nota, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) disse ter tomado conhecimento de um suposto incidente ocorrido na manhã de domingo, em Feira de Santana, envolvendo uma servidora da instituição fora de serviço. A corporação enfatizou que acompanha o caso, bem como a investigação das autoridades competentes. E que também adotará as medidas cabíveis para apurar os fatos.



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