Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, tera, 10 de fevereiro de 2026

Economia

Ministério da Fazenda reduz para 2,3% estimativa do PIB em 2026

06 de Fevereiro de 2026 | 16h 11
Ministério da Fazenda reduz para 2,3% estimativa do PIB em 2026
Foto: Divulgação

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda (MF) reduziu, de 2,4% para 2,3% a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2026. Divulgado nesta sexta-feira (6), o Boletim Macrofiscal mostra que, em relação à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção indica redução da inflação para 3,6% em 2026.

De acordo com a SPE, “para 2026, a expectativa é de estabilidade no ritmo de crescimento e de continuidade da desinflação, possibilitando redução nos juros básicos”.

Atualmente, a Selic, indicador da taxa básica de juros, está definida em 15% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). É o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação, que é de 3%.

É o maior nível da Selic desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. O Copom emitiu um comunicado, confirmando que deverá começar a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.

Em relação ao desempenho da economia, a SPE prevê a redução na projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) – indicador que se configura como a soma das riquezas produzidas no país –, refletindo a desaceleração acentuada na atividade agropecuária, após a safra recorde de 2025, compensada por maior expansão da indústria e dos serviços.

Conforme o Boletim Macrofiscal, “a absorção doméstica tende a acelerar, ainda que parcialmente compensada por menor contribuição das exportações em um ambiente comercial global mais restritivo”.

Entre os principais riscos para o cenário de 2026, diz o documento, “destacam-se a intensificação das tensões geopolíticas e comerciais, além de uma desaceleração mais pronunciada da economia chinesa”.

Além disso, o balanço mostra que “um eventual recrudescimento das tensões geopolíticas observadas no início do ano, marcado pela instabilidade política na Venezuela e pelo aumento das fricções entre Estados Unidos e Europa em torno da Groenlândia, tende a intensificar o enfraquecimento do dólar e a ampliar a volatilidade financeira internacional”.

Inflação – Sobre a projeção de inflação de 3,6% para este ano, a SPE explica que “os preços ainda devem se beneficiar com o excesso de oferta global de bens e combustíveis e com os efeitos defasados do enfraquecimento recente do dólar e da política monetária [controle da inflação por meio da alta da Selic], ainda que sejam esperadas pressões moderadas para os preços de alimentos”. Em 2025, o IPCA acumulou alta de 4,26%.

 

 

 



 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



Economia LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje