Único senador da Bahia na Comissão Parlamentar de Inquérito do
crime organizado, Otto Alencar (PSD) votou contra o relatório da CPI comandada
pelo atuante senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator do caso.
O governo, em condenável manobra, com apoio do presidente do
Senado, Davi Alcolumbre, substituiu dois senadores por membros do Partido dos
Trabalhadores (PT) e estes conseguiram rejeitar o relatório que denunciava, por
responsabilidade, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Beto Faro (PT-PA), Tereza Leitão (PT-PE), Humberto Costa (PT-PE),
Soraya Thronicke (PSB-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE) foram contra a CPI. Já
Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Espiridião Amim (PP-SC)
acompanharam o voto de Alessandro Vieira e foram a favor do relatório.
Os esforços erguidos para abafar as apurações foram imensos,
criando uma barreira que limitou as investigações. Lula e o PT decidiram assumir a responsabilidade por vetar o relatório.
A corrupção não se limita ao desvio pragmático de recursos
públicos; ela é um fenômeno cujas consequências vão além da apropriação
indébita das verbas do Estado, agindo como um ácido que corrói as instituições e
a própria substância da Democracia.
O Estado Democrático de Direito não é violado apenas por atos
simbólicos ou tanques, mas também de modo sutil e pernicioso, através da
desvalorização do ordenamento legal, solapado pelo tráfico de influência,
compra da impunidade e obsessão pelo enriquecimento ilícito.
Cada desvio material corresponde a um serviço público
subtraído do cidadão: é o prato vazio de quem tem fome; a ausência de socorro
ao enfermo; e a desassistência que condena os socialmente excluídos à
perpetuação da miséria.
Contudo, emerge um elemento ainda mais abjeto quando a
"bile pantanosa" dos acordos escusos transborda, revelando que
sentenças são mercadorias em um imenso balcão de negócios, no qual se
transformou parte do Poder Judiciário, em cumplicidade com os demais poderes.
Essa infiltração maligna e progressiva ocupa o sistema
político e judicial e ambos reagem de forma defensiva, articulando mecanismos
de obstrução jurídica e proteção criminal que lesam, frontalmente, a
Constituição Federal e o Código Civil.
Quando magistrados de Cortes superiores exibem contratos de
advocacia vultosos, participações em resorts
de luxo e institutos de educação, enquanto desfrutam da intimidade de banquetes
e uísques com figura de idoneidade questionável, torna-se evidente o naufrágio
no pântano das indecências.
Políticos e magistrados parecem ignorar os limites éticos e o
respeito à instituição que representam, apodrecendo-a, à medida que se
submergem em escândalos financeiros, que anunciam o crepúsculo moral do STF, estilhaçando
a confiança do cidadão e rebaixando a majestade da lei.
A violação sistemática dos princípios legais, por membros do
topo das hierarquias política e jurídica — entre voos de jatinho e o cinismo da
ostentação —, é um cenário intolerável, que ameaça mergulhar a nação na
anarquia e na desobediência civil, uma vez que tais figuras perdem a
legitimidade necessária para o exercício de seus cargos.
Como bem disse Rui Barbosa, todo poder absoluto corrompe o
homem que o possui. Nesse sentido, a atuação de figuras como Alexandre de
Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes exige o rigoroso escrutínio e o
afastamento, pelo Congresso Nacional, especialmente diante de abusos de poder e
ameaças dirigidas a quem tenta investigar essas práticas imorais.
Immanuel Kant dizia que a corrupção sistêmica era uma
violência moral que mina a confiança pública e distorce a justiça. É um câncer,
que contamina os valores morais imprescindíveis à vida social.
A corrupção sistemática, mostrada na imprensa, de membros dos
sistemas político, policial, judicial, entre voos de jatinhos, tragadas de
charutos e mulheres bonitas disponíveis, é estarrecedora e intolerável.
Hannah Arendt, filósofa, argumentava que o mal muitas vezes
surge da inércia e da conformidade com estruturas de poder. Nós, brasileiros,
temos a obrigação de nos indignarmos e exigirmos mudanças, pois nosso silêncio
é o que deseja os imorais do poder. E eles devem ser afastados antes que
concluam seu golpe na Democracia.
Teatro Castro Alves: o anúncio da reabertura da Sala Principal do monumental Teatro Castro Alves, em Salvador, após reforma realizada pelo Governo do Estado, um equipamento fundamento para atividades culturais na Bahia.
Prolongamento da Fraga
Maia: o anúncio da
criação de uma avenida no prolongamento da Fraga Maia, pela PMFS, amplia o
potencial de desenvolvimento daquela área e melhora o escoamento do trânsito
paralelo à Avenida de Contorno.
Centro de Cultura
Amélio Amorim: o
andamento das obras do Centro de Cultura pelo Governo do Estado
(gestão Jerônimo), resgata um patrimônio cultural da cidade e preserva o nome
de um grande arquiteto feirense.
Lua: a sensacional viagem da nave Artemis
II ao lado escuro da lua.
Internet nas Escolas: a importante ampliação do projeto de
internet nas escolas, pelo Governo Federal, que já alcança 100 mil unidades e
beneficia 24 milhões de estudantes, permitindo um acesso mais amplo à
informação.
Cirurgia de
Gigantomastia: o
programa de cirurgia de gigantomastia extrema, da PMFS, promove a saúde e
melhora a autoestima das mulheres atendidas.
Biblioteca Arnold
Silva: o acesso a
mais de 100 mil títulos, através da plataforma Tocalivros, na Biblioteca Arnold
Silva, democratiza a leitura na cidade.
Segurança Pública: as operações policiais permanentes, que auxiliam na contenção da expansão do crime e no controle da violência.
A Tribuna Feirense completa, no dia de hoje, 27 anos de uma
trajetória marcada pela integridade. Fundado em abril de 1999, pelo jornalista
Valdomiro Silva — ao qual se associou, logo em seguida, o médico César Oliveira,
para viabilizar a transição rumo à periodicidade diária —, o jornal persiste em
sua missão fundamental: o compromisso com a verdade. Ainda que a emoção dos
primeiros passos permaneça viva em nossa memória, hoje, operamos com a solidez
e a maturidade que apenas o tempo é capaz de conferir.
Essa jornada nasceu de um sonho audacioso: o de edificar um
espaço onde a notícia não tivesse donos nem amarras. O processo de fundação foi
forjado sob desafios imensos, em uma redação modesta, mas movida pela crença
inabalável de que a comunidade feirense necessitava de uma voz que não se
curvasse a pressões políticas ou conveniências econômicas.
Naquele momento, o esforço hercúleo da redação e a posterior
montagem da gráfica própria foram atos de resistência e a materialização de um
desejo profundo de democratizar a informação com coragem e qualidade.
Feito por muitas mãos, de profissionais aos quais devemos agradecimento,
pelo respeito e parceria, atravessamos décadas, como um periódico guiado por
princípios liberais e humanistas, com foco intransigente na defesa do meio
ambiente, dos direitos humanos, da educação e da cultura. Nossa linha editorial
sustenta-se nos pilares do Estado de Direito, na liberdade de imprensa, no
repúdio veemente a qualquer forma de censura e no combate incansável à
corrupção, sempre visando à melhoria social, ao desenvolvimento econômico e à
valorização das instituições e da família.
Consolidamos, assim, um perfil de independência que é, hoje,
o nosso maior patrimônio. Entendemos que ser independente é deter a autonomia
necessária para analisar os fatos sem o peso de favores ou concessões. Em um
cenário contemporâneo onde a desinformação se propaga com velocidade alarmante,
nossa trajetória de 27 anos serve como um selo de garantia e um porto seguro
para o leitor.
Somos o resultado de uma escolha diária pela transparência,
atuando de forma ética, responsável e com respeito à informação. Essa força
editorial é o que nos permite olhar de frente para o nosso público e reiterar
que nossa única lealdade é com o fato.
Com a crise do jornalismo impresso e a pandemia, tivemos de
deixar o papel e nos mantermos com um portal na internet. No entanto, este
aniversário transcende a celebração do que fomos; ele é um pacto renovado com o
que seremos. Ao completarmos mais este ciclo, reafirmamos nossa disposição de
evoluir com o tempo, incorporando articulistas, modernizando o site, incluindo
novas tecnologias e linguagens, sem abrir mão da essência humana que fundamenta
nossa escrita.
Escrevemos, hoje, para que as próximas gerações herdem uma
sociedade mais crítica, consciente e, acima de tudo, livre. Estes 27 anos são o
alicerce de um amanhã que continuaremos a construir, dia após dia, com a mesma
paixão, integridade e independência que nos guiaram desde o nosso primeiro
fechamento.
Ao comentar sobre o caso Master Lula disse o seguinte: " se o cara quiser ficar milionário não pode ser ministro da Suprema Corte"
Os leões vão adorar a carne de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli que Lula atirou para eles!