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Segurança

Polícia Civil prende vereador Dr. Jairinho e mãe do garoto Henry Borel; parlamentar é suspeito de assassinar a criança

08 de Abril de 2021 | 10h 44
Polícia Civil prende vereador Dr. Jairinho e mãe do garoto Henry Borel; parlamentar é suspeito de assassinar a criança
Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta quinta-feira (8), o vereador Dr. Jairinho e a professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de quatro anos, morto em circunstâncias suspeitas, dentro do apartamento do casal, no dia 8 de março. O parlamentar era padrasto do garoto, que pode ter sido assassinado por espancamento, segundo o laudo da necropsia.

De acordo com o portal de notícias Uol, o casal foi preso preventivamente na casa de uma tia do político, localizada em Bangu, zona Oeste do Rio de Janeiro. Coube ao 2º Tribunal do Júri expedir os mandados de prisão por homicídio. A tese da polícia é de que o menino morreu em decorrência de agressão física extrema. Ele teve o fígado lacerado por um golpe contundente e foi a óbito por hemorragia interna.

Os investigadores apontam que Dr. Jairinho, que é filiado ao partido Solidariedade, já tinha histórico de violência contra o garoto. Segundo o inquérito, um mês antes do crime, o vereador se trancou no quarto com a criança e a agrediu com chutes e pancadas na cabeça. A polícia informou que a mãe de Henry ficou ciente do ataque.

O casal também é suspeito de combinar versões e de ameaçar testemunhas, com o intuito de atrapalhar as investigações. A Polícia Civil ouviu, pelo menos, menos 18 pessoas.

“ASSASSINO” – Conforme o site, um vídeo feito na entrada da 16ª Delegacia de Polícia Civil do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, mostra o momento em que Dr. Jairinho e Monique foram algemados. No momento em que o político era conduzido pelos investigadores, um homem que via a cena o chamou de “assassino”, diante da imprensa.

A partir das 11 horas desta quinta-feira, a Polícia Civil concederá entrevista sobre o caso, na Cidade da Polícia, localizada na zona norte carioca. A coletiva de imprensa contará com as participações do diretor de polícia da capital, Antenor Lopes; do delegado da 16ª DP, responsável pela investigação, Henrique Damasceno; do diretor do Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica, Danilo Marques; e do promotor Marcos Kac.

O advogado Leonardo Barreto, responsável pela defesa do pai biológico de Henry, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, disse, ao Uol, que seu cliente não tinha condições de falar, pois chorava bastante. Também procurada, a defesa de Dr. Jairinho e Monique não se pronunciou, até o fechamento da matéria.

AFASTAMENTO – A vereadora Teresa Bergher (Cidadania) vai pedir, ainda hoje, que o vereador Dr. Jairinho seja afastado do cargo. Segundo ela, que é membro do conselho de ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o assunto será discutido, em reunião, a partir das 18h. “Precisa ser afastado imediatamente. Pela imagem da Casa, pela credibilidade de cada um de nós vereadores e por respeito a esta criança vítima de um cruel assassinato e a toda a população que representamos”, enfatizou.

RECONSTITUIÇÃO – Realizada na semana passada, no apartamento de Dr. Jairinho, que, desde segunda-feira (5), passou a ser tratado como investigado pelo assassinato de Henry, a reconstituição do crime não contou com a participação do parlamentar e da mãe do menino. Segundo o Uol, a defesa alegou que o casal estava abalado emocionalmente, não podendo, portanto, participar da reprodução simulada.

A Polícia Civil levou em consideração a versão de que o menino teria caído da cama, apresentada pelo padrasto e por Monique. Os agentes analisaram algumas possíveis quedas: a partir da escrivaninha, que fica ao lado da cama do casal; da poltrona; um salto da cama para o chão; e uma queda da própria altura.

No entanto, o laudo de necropsia não corresponde a nenhuma lesão dessa natureza. O documento é contundente e aponta que a criança sofreu “múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores”, “infiltração hemorrágica” na parte frontal, lateral e posterior da cabeça, “grande quantidade de sangue no abdômen”, “contusão no rim” e “trauma com contusão pulmonar”.

O CASO – Por volta das 19 horas do dia 7 de março, após passar o fim de semana com o pai biológico, Leniel Borel, Henry foi levado de volta ao condomínio para onde a mãe, Monique Medeiros, havia se mudado, no intuito de viver com o novo namorado, o vereador Dr. Jairinho, com quem ela começou um relacionamento em outubro de 2020.

Ainda conforme o Uol, câmeras de segurança registraram o momento em que o garoto chegou com o pai, sem apresentar nenhum problema de saúde aparente. As investigações apontam que, na madrugada do dia 8, Jairinho e Monique levaram a criança ao Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca. Na unidade de saúde, eles informaram que o menino apresentava dificuldade respiratória. O casal, então, ligou para o pai de Henry, a fim de relatar o ocorrido.

Ao chegar ao hospital, Leniel encontrou os médicos tentando reanimar o filho. Orientado pelos profissionais de saúde, ele abriu uma ocorrência na 16ª DP, para entender o que havia acontecido. Henry Borel não resistiu aos ferimentos e foi a óbito ainda no dia 8.



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