No Dia Nacional da Imunização, o prefeito de Feira de
Santana, Colbert Martins Filho, aproveitou a oportunidade para conscientizar a
comunidade feirense sobre a importância de manter as principais vacinas em dia.
Neste momento de pandemia do novo coronavírus, ele ressaltou, especialmente, a
imunização contra a Covid-19.
Conforme o gestor, a situação no município não é confortável.
Ele ressaltou que, nas últimas 24 horas, 452 pessoas foram diagnosticadas com o
vírus. Com isso, a marca de 6 mil casos ativos, isto é, pacientes em fase de sintomatologia
e contágio, foi ultrapassada. "Somente tomando vacinas poderemos diminuir a
probabilidade de contrair doenças", orientou.
Conforme dados do Ministério da Saúde, a Prefeitura Municipal
de Feira de Santana (PMFS) já aplicou 160.544 primeiras doses de
imunizantes contra a Covid-19 (25,8% da população). Mais 64.876 pessoas receberam
a segunda, representando 10,5% de feirenses imunizados.
CASOS GRAVES - O diretor do Hospital Municipal de Campanha, Francisco Mota, fez
um alerta sobre o crescimento do número de casos graves da doença e a escassez
de vagas nos hospitais da cidade. O médico enfatizou que, no momento, todos os
leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão ocupados, superando a marca
do mesmo período do ano passado.
Ele ressaltou, ainda, que, dos 44 leitos clínicos, apenas um
encontra-se desocupado. "A faixa etária de pacientes internados tem diminuído.
Hoje, 45% destes possuem entre 50 e 59 anos e há, até, paciente intubado com
apenas 20 anos", advertiu.
Somente no mês de junho, que mal começou, 29 óbitos foram
registrados. O número recorde, desde o início da pandemia, se deu no mês
passado. Em maio, 100 vidas foram perdidas para o novo coronavírus, em Feira de
Santana.
VACINAÇÃO DOS GRUPOS PRIORITÁRIOS - O secretário Municipal de Saúde
(SMS), Marcelo Britto, por sua vez, reforçou a convocação das pessoas que
integram grupos prioritários para
se vacinar até o próximo dia 15. Depois
desta data, ele frisou que será respeitado o cronograma por critério de
nascimento. "A meta é reduzir, de forma mais intensa, a faixa etária a ser
vacinada, podendo diminuir um, dois ou três anos por dia, dependendo da
quantidade de vacinas que o município receba", explicou.
A infectologista Melissa Falcão, coordenadora do Comitê de
Combate ao Coronavírus, lembrou que, mesmo após a vacinação, as pessoas devem
seguir as recomendações de proteção individual e coletiva, a exemplo do uso de
máscaras, da higienização das mãos e do distanciamento social. "Uma pessoa
vacinada com as duas doses pode contrair o vírus, ficar assintomática e
transmitir a doença. Porém isto não significa que a vacina não funcione", observou.