Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, quarta, 08 de julho de 2026

Saúde

1º lote da Sputnik V deve chegar com atraso à Bahia, diz Fábio Vilas-Boas

25 de Junho de 2021 | 12h 25
1º lote da Sputnik V deve chegar com atraso à Bahia, diz Fábio Vilas-Boas
Foto: Reprodução/Facebook/Embaixada da Rússia no Brasil

Prevista para chegar à Bahia no início de julho, a carga com as primeiras doses do imunizante russo Sputnik V deve sofrer atraso. A afirmação foi feita, na manhã desta sexta-feira (25), pelo secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas. O gestor disse que a vacina contra a Covid-19 só deverá desembarcar em Salvador no final do mesmo mês.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, veiculado pela Rede Bahia, Vilas-Boas justificou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez 29 exigências para que o imunizante pudesse ser adquirido e que a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) está providenciando a documentação junto aos russos.

O secretário disse, ainda, que o Governo do Estado já fez a publicação da reserva de 90 milhões de dólares para compra do fármaco. "Estamos cumprindo todas as exigências. Foram 29 exigências da Anvisa. Essa documentação está sendo providenciada pelos russos. Na sexta-feira, o Governo da Bahia fez a publicação da reserva do recurso para poder fazer o pagamento, cerca de 90 milhões de dólares. De fato, não foi possível no começo de julho, mas eu creio que até o final do mês já tenhamos a vacina em solo brasileiro", declarou.

De acordo com o G1, Fábio Vilas-Boas também comentou a observação feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre preocupação relativa à fabricação da Sputinik V. Ele explicou que o imunizante é produzido por duas fábricas russas, mas que a entidade inspecionou somente uma.

O gestor lembrou, ainda, que outras empresas já estão fabricando a Sputnik V, mas que as doses adquiridas pelos estados e municípios brasileiros deverão ser procedentes das unidades vistoriadas pela OMS. "Ela é fabricada em território russo, em duas fábricas. Uma delas já foi inspecionada pela Anvisa. A outra, não. A recomendação da Anvisa é que só venham para cá as vacinas fabricadas naquela unidade fabril já inspecionada. Outras fábricas já estão produzindo a Sputnik, inclusive aqui no Brasil, no Distrito Federal, como é o caso da União Química, em uma fábrica chamada Bthek. Agora, existem as pendências de certificação e inspeção. No caso do Brasil, as doses deverão vir das unidades inspecionadas", assegurou.

A importação da vacina russa foi definida em um consórcio organizado por governadores da região Nordeste. E, segundo o G1, o anúncio de que o imunizante chegaria em julho foi feito pelo governador cearense Camilo Santana, no dia 15 de junho.

Os governadores nordestinos firmaram acordo para a compra de 30 milhões de doses da Sputinik V. Todavia, os estados não poderão comprar essa quantidade de vacinas. Isto porque a liberação do uso do imunizante no Brasil foi concedida em caráter excepcional, para aplicação controlada. Outras restrições também foram impostas.

Conforme a Anvisa, cada unidade federativa que integra o consórcio vai receber o suficiente para imunizar (com duas doses) 1% de suas respectivas populações. O órgão determinou as seguintes quantidades de aplicações por estado:

  • Bahia: 300 mil
  • Maranhão: 141 mil
  • Sergipe: 46 mil
  • Ceará: 183 mil
  • Pernambuco: 192 mil
  • Piauí: 66 mil doses

De acordo com o G1, o último lote de antígenos contra a Covid-19 chegou à Bahia na última quinta-feira (24). A carga contendo 273,1 mil unidades de vacinas, sendo 92,1 mil doses da Janssen e 181 mil da CoronaVac, desembarcou no Aeroporto Internacional de Salvador.



Saúde LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje