Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, s�bado, 11 de julho de 2026

Cultura

Morre Jean-Luc Godard, um dos cineastas mais aclamados do mundo; família diz que suicídio assistido foi decisão dele

13 de Setembro de 2022 | 13h 06
Ouvir a matéria:
Morre Jean-Luc Godard, um dos cineastas mais aclamados do mundo; família diz que suicídio assistido foi decisão dele
Foto: Gate/Getty Images

O diretor de cinema francês Jean-Luc Godard, um dos pioneiros do movimento conhecido como Nouvelle Vague (Nova onda, em tradução literal), morreu, nesta terça-feira (13), aos 91 anos.

Aclamado por produções de caráter político e contestatório, seus filmes romperam as convenções estabelecidas, em 1960, ajudando a dar forma a uma nova maneira de fazer cinema de arte, ao utilizar câmeras portáteis, cortes de salto e diálogos existenciais. “Não é de onde você tira as coisas, é para onde você as leva”, disse, certa vez.

Cultuado por cinéfilos do mundo inteiro, Godard ficou conhecido por clássicos como “Acossado” e “O Desprezo”. Estas produções ultrapassaram os limites cinematográficos, inspirando diretores iconoclastas mesmo após décadas. Tido como gênio do cinema francês, o diretor foi um verdadeiro ícone revolucionário para muitos cineastas, levando a arte cinematográfica a alcançar o mesmo status da pintura e da literatura produzidas pelos grandes artistas.

De acordo com a CNN Brasil, em suas redes sociais, o presidente francês, Emmanuel Macron, referiu-se à vida de Godard como “uma aparição no cinema francês”. Para o chefe de Estado, o cineasta se tornou um mestre do cinema. “Jean-Luc Godard, o mais iconoclasta dos cineastas da New Wave, havia inventado uma arte decididamente moderna e intensamente livre. Estamos perdendo um tesouro nacional, um olhar de gênio”, aclamou.

Ao longo de sua vida, Godard inspirou diversos cineastas geniais. Um de seus herdeiros cinematográficos é o cineasta norte-americano Martin Scorsese, diretor do thriller psicológico “Taxi Driver”, lançado em 1976. Perturbador, o filme mostra um soldado veterano da Guerra do Vietnã que virou taxista obcecado pela necessidade de limpar a decadente cidade de Nova York.

O também norte-americano Quentin Tarantino, diretor, roteirista, produtor, ator e crítico de cinema, autor de filmes renomados, como “Pulp Fiction” e Cães de Aluguel”, ambos da década de 1990, também se inspirou no cineasta francês. Conforme lembra a CNN, Tarantino “é frequentemente citado como membro de uma geração mais recente de tradição de dobra de fronteiras que Godard e seus companheiros da Margem Esquerda de Paris iniciaram”.

SUICÍDIO ASSISTIDO – Jean-Luc Godard descendia de uma rica família franco-suíça. Ele nasceu em 3 de dezembro de 1930, no Sétimo Arrondissement, requintado bairro de Paris. Era filho de um médico e da herdeira do banqueiro suíço fundador do consagrado Banque Paribas.

O cineasta morreu, pacificamente, em casa, ao lado da mulher, Anne-Marie Mieville, e de seus entes queridos. À imprensa francesa, ela disse que o marido teve acesso ao suicídio assistido. A prática é permitida na Suíça desde 1942.

De acordo com o jornal francês Libération, um membro da família comunicou que Godard não estava doente, mas que se sentia esgotado. “Foi decisão dele e é importante que se saiba”, afirmou a fonte.



Cultura LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje