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Saúde

Ministério da Saúde alerta para vigilância e imunização contra febre amarela; 2 novos casos foram confirmados

29 de Abril de 2024 | 13h 49
Ministério da Saúde alerta para vigilância e imunização contra febre amarela; 2 novos casos foram confirmados
Foto: Flávia Villela/Agência Brasil

O Ministério da Saúde (MS) emitiu um alerta, recomendando que estados e municípios comuniquem casos suspeitos de febre amarela, com a maior brevidade possível, principalmente em áreas onde há transmissão ativa do vírus. A medida foi adotada após dois novos casos da doença serem registrados na região de divisa entre São Paulo e Minas Gerais,

Segundo a Agência Brasil, o documento divulgado pela pasta destaca que a agilidade é salutar para que futuros surtos da arbovirose transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes (ciclo silvestre) e pelo Aedes aegypti (ciclo urbano) sejam evitados. Também para que as autoridades sanitárias tenham tempo hábil para implementar e executar ações de resposta, caso necessário.

O comunicado também observa que a doença é facilmente evitável, por meio de vacina específica. O imunizante está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), para todas as idades. No entanto, a cobertura vacinal contra a febre amarela, no Brasil, está abaixo do recomendado.

Casos Nos últimos seis meses, quatro casos da doença foram registrados no país: um em Roraima, um no Amazonas e dois em São Paulo. Desse total, três pacientes evoluíram a óbito.

Um dos casos mais recentes, diz a Agência Brasil, foi identificado em um homem de 50 anos, morador da região situada entre Águas de Lindóia e Monte Sião. O paciente não resistiu às complicações da doença. A segunda ocorrência foi registrada no município de Serra Grande, em um paciente de 28 anos. Este sobreviveu e já é considerado curado.

Áreas endêmicasDe acordo com o Ministério da Saúde, a febre amarela é classificada como endêmica apenas na região amazônica. No entanto, explica o órgão, de tempos em tempos, o vírus reaparece em outras áreas.

O MS também frisou que a maior parte dos casos ocorre entre dezembro e maio. “Surtos ocorrem quando o vírus encontra condições favoráveis para a transmissão, como altas temperaturas, baixas coberturas vacinais e alta densidade de vetores e hospedeiros”, observa a pasta.

A partir de 2014, o vírus reapareceu na Região Centro-Oeste e se espalhou, nos anos seguintes, para as demais regiões do país. Entre 2014 e 2023, foram registrados 2.304 casos de febre amarela em humanos. Destes pacientes, 790 morreram.

Recomendações As autoridades sanitárias recomendam que equipes de vigilância e de imunização intensifiquem as ações nas áreas afetadas, com ampliação para municípios vizinhos. A notificação do adoecimento ou morte de macacos também precisa ser encaminhada à pasta. Além disso, a população precisa estar atenta ao surgimento de sintomas, como febre leve e moderada, em pessoas não vacinadas.

VacinaçãoO Ministério da Saúde também recomenda que seja utilizada a estratégia da busca ativa de pessoas não vacinadas nas regiões de ocorrência de casos. Conforme a Agência Brasil, na última sexta-feira (26), 150 mil doses extras do imunizante contra a febre amarela foram disponibilizadas ao estado de São Paulo. “Também foi feita a recomendação para o livre acesso à vacina nas unidades de saúde, sem a necessidade de agendamento prévio”, diz a nota emitida pelo MS.

O documento também informa que a pasta enviou mensagem aos estados e municípios, colocando “à disposição equipes de apoio à investigação epidemiológica dos casos”.



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