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Saúde

PF investiga fraudes em sistema de vacinação do Ministério da Saúde; inquérito envolve Bolsonaro

04 de Julho de 2024 | 12h 31
PF investiga fraudes em sistema de vacinação do Ministério da Saúde; inquérito envolve Bolsonaro
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (4), a segunda fase da Operação Venire, que investiga a existência de associação criminosa responsável por crime de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) e da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), ambos do Ministério da Saúde (MS).

O inquérito inclui a apuração dos indícios de adulteração no cartão de vacina do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi indiciado, neste caso, pelo Ministério Público Federal (MPF).

Por meio de nota, a corporação informou que foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), contra agentes públicos vinculados aos municípios de Duque de Caxias e Rio de Janeiro.

Segundo a PF, os servidores seriam responsáveis por viabilizar a inserção de dados falsos de vacinação no sistema do governo. “A ação tem como objetivo, ainda, buscar a identificação de novos beneficiários do esquema fraudulento”, diz o documento.

Certificados falsos – A primeira fase da Operação Venire foi deflagrada em maio de 2023. À época, o tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi preso. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na residência do ex-presidente, em Brasília.

O inquérito aponta que o cartão de vacina de Bolsonaro; da filha dele, Laura; e de Mauro Cid foram fraudados. De acordo com a Agência Brasil, a falsa imunização teria sido feita na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque Peruche, em São Paulo, no dia 19 de julho de 2021.

No entanto, conforme a Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP), apesar de haver registro no sistema, com o CPF de Bolsonaro, a UBS nunca atendeu o ex-presidente, nem recebeu o lote da vacina citado no registro. Além disso, a profissional registrada como vacinadora nunca trabalhou na unidade mencionada.

Na ocasião, o Ministério da Saúde detalhou que todas as informações inseridas no sistema de registro de imunizações do Sistema Único de Saúde (SUS) são rastreáveis e feitas mediante cadastro. A pasta destacou, também, que não houve relato de invasão externa ou de acesso sem cadastro ao sistema, no período investigado pela PF.

Agora, na nova fase da operação, segundo reportou a Folha de S.Paulo, entre os alvos estão Washington Reis, secretário Estadual de Transportes e ex-prefeito de Duque de Caxias, e Célia Serrano, secretária Municipal de Saúde. 



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