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Saúde

Bahia não tem previsão para receber vacinas contra Mpox, informa Sesab; ministra da saúde descarta vacinação em massa

16 de Agosto de 2024 | 15h 10
Bahia não tem previsão para receber vacinas contra Mpox, informa Sesab; ministra da saúde descarta vacinação em massa
Foto: Matheus Damascena/Ministério da Saúde

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) ainda não tem uma previsão para o recebimento de novas remessas de vacinas contra a Mpox. Segundo a Sesab, em 2023, o estado recebeu um total de 904 doses da vacina, enviadas pelo governo federal em duas remessas: a primeira, com 452 doses, chegou em meados de março, e a segunda, com outras 452 doses, na segunda quinzena de maio. Todas as doses recebidas foram distribuídas para os municípios baianos, conforme a secretaria.


Na quinta-feira (15), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou a aquisição de 25 mil doses do imunizante com a Organização Pan-Americana de Saúde. Ela informou, no entanto, que a vacina será destinada apenas a casos excepcionais e grupos muito vulneráveis, como portadores de HIV, uma vez que a doença não requer uma estratégia de imunização em massa. A decisão de não vacinar a população geral segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).


Apesar disso, o Ministério da Saúde criou o COE-Mpox (Centro de Operações de Emergência em Saúde), que coordenará as ações de resposta à doença. A medida foi tomada de forma preventiva um dia após a OMS declarar emergência internacional devido ao espalhamento de uma variante mais contagiosa do vírus, principalmente na Europa. Além do ministério, o comitê contará com a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dos conselhos de secretários municipais e estaduais de saúde.


Em 2024, a Bahia registrou 38 casos confirmados de Mpox e dois suspeitos, sem nenhuma morte. Entre as ocorrências, 21 casos confirmados e 1 suspeito foram detectados em Salvador. Os dois casos mais recentes foram confirmados em 7 de agosto, após um período de 107 dias sem notificações.


Até o momento, o Brasil registrou 709 casos de Mpox (696 confirmados e 13 prováveis) e 16 mortes este ano. Apesar de a cepa 1b do vírus ser mais perigosa e transmissível, as autoridades de saúde consideram o risco baixo para o país. Dentre os óbitos, 15 eram de portadores de HIV.


Segundo a Sesab, a investigação dos casos de Mpox na Bahia está sendo conduzida pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), em colaboração com os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) estaduais e municipais.


Abaixo estão os públicos elegíveis para vacinação:


Vacinação pré-exposição


- Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA): homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais, e com status imunológico identificado por uma contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.

- Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 2 (NB-2), com idade entre 18 e 49 anos.


Vacinação pós-exposição


Pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de indivíduos suspeitos, prováveis ou confirmados com Mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme as recomendações da OMS, mediante avaliação da vigilância local.

 

   



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