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Saúde

Falha de controle em exames pode ter levado a HIV em transplantes

14 de Outubro de 2024 | 17h 13
Falha de controle em exames pode ter levado a HIV em transplantes
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) investiga se negligência no controle de qualidade do laboratório PCS Labs teria ocasionado erros nos exames que liberaram, para transplante, órgãos infectados com o vírus HIV.

O laboratório considerou os órgãos aptos a transplante em seis pacientes. No entanto, os mesmos acabaram infectados pelo vírus causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids).https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1615335&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1615335&o=node

De acordo com a Agência Brasil, o delegado André Neves, que está à frente do caso, informou que as investigações detectaram negligência na checagem da validade dos reagentes, isto é, dos produtos químicos que reagem com o sangue contaminado e indicam a presença do vírus.

Os insumos podem ser ineficazes na detecção do HIV, caso estejam vencidos, resultando em exames falso-negativos. O intuito da empresa, diz a autoridade policial, era reduzir custos e aumentar o lucro do laboratório.

André Neves destacou que era feita uma análise qualitativa diária nos reagentes, até dezembro. Depois disso, essa análise passou a ser semanal. “A ideia era diminuir o custo. Mas quando você diminui o custo, aumenta o risco. A pessoa que determinou isso será devidamente responsabilizada criminalmente", ressaltou.

Para o delegado, que é diretor do Departamento de Polícia Especializada da Polícia Civil, “houve quebra do controle de qualidade visando o lucro, deixando de lado a segurança dos testes”.

Ainda segundo a Agência Brasil, o titular da Delegacia do Consumidor, Wellington Oliveira, salienta que há outras hipóteses em investigação, inclusive a emissão de laudos falsos.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu, na manhã desta segunda-feira (14), dois mandados de prisão, contra Walter Vieira, sócio do laboratório, e um técnico; e 11 de busca e apreensão. Outros dois investigados com ordens de prisão expedidas pela Justiça estão foragidos.



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