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Saúde

Anvisa atualiza composição de imunizantes contra gripe para 2025

19 de Outubro de 2024 | 11h 02
Anvisa atualiza composição de imunizantes contra gripe para 2025
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil (Arquivo)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, esta semana, a composição das vacinas contra influenza (causador da gripe) que serão usadas no Brasil, em 2025.

Os novos padrões seguem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que analisa, regularmente, todos os subtipos do vírus da gripe que circulam com maior frequência, já que, constantemente, se adaptam ao meio e sofrem mutações.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1616047&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1616047&o=node

Todos os anos, a agência reguladora atualiza a composição de cepas (tipos de vírus) das vacinas contra influenza, conforme as recomendações da OMS para o Hemisfério Sul. A ideia é melhorar a eficácia da imunização contra gripes e resfriados, frente à constante variação das cepas em circulação. E, dessa forma, reduzir as internações e mortes associadas à doença.

Durante a 20ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa, Meiruze Freitas, que integra a segunda diretoria do órgão, explicou que “a atualização regulatória deve garantir que o Brasil esteja preparado para enfrentar os desafios apresentados pela influenza, oferecendo vacinas que atendam às necessidades regionais e globais, sempre com foco na proteção da saúde pública”.

As novas composições dos imunizantes contra influenza são destinados aos tipos trivalente, que protege contra três tipos de vírus da gripe; quadrivalente, com quatro subtipos de vírus; e o tipo que não usa a proteína do ovo de galinha na produção. As definições das vacinas contra influenza para 2025 estão disponíveis no site da Anvisa.

ResoluçãoPela primeira vez, os diretores da agência reguladora atualizaram a Resolução da Diretoria Colegiada que regulamenta a composição das vacinas influenza sazonais usadas no Brasil. A iniciativa visa permitir o uso de vacinas adequadas às recomendações feitas aos países do Hemisfério Norte, em caráter excepcional.

A permissão valerá tanto para os imunizantes que serão comercializados no próximo ano, como para os usados na campanha de vacinação conduzida pelo Ministério da Saúde (MS), conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI). A autorização é exclusiva para campanhas do MS em regiões específicas, como o Norte, que tem perfil epidemiológico distinto do restante do Brasil. 

Também relatora da matéria, Meiruze Freitas destaca a importância de uma estratégia de vacinação flexível, que garanta o acesso a vacinas eficazes e seguras para proteger a população, considerando as condições epidemiológicas e climáticas das regiões brasileiras, como nos estados que apresentam o chamado inverno amazônico, período de maior circulação viral e de transmissão da gripe. 

Desde 2023, o Ministério da Saúde mudou a estratégia de imunização local para atender às particularidades climáticas do Norte. “A Região Norte possui um padrão distinto das demais regiões brasileiras, devido ao seu clima tropical úmido durante o inverno amazônico – que vai de novembro a maio – quando ocorrem chuvas intensas e temperaturas mais amenas. Isso contribui para o aumento das doenças respiratórias, incluindo a influenza, em contraste das regiões Nordeste, Centro-oeste, Sul e Sudeste”, explica.

Em 2025, as vacinas de influenza que seguem as recomendações da OMS para o Hemisfério Norte, temporada 2024/2025, são para os tipos trivalente, quadrivalente e as que não contêm ovos na composição.

CampanhaOs imunizantes oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são testados e considerados seguros. Em 2024, a Campanha de Vacinação contra a Influenza priorizou grupos de risco, como, por exemplo, idosos, gestantes, crianças, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades.

O MS destaca que a vacina protege contra a gripe e também ajuda a reduzir a sobrecarga no sistema de saúde, que pode ser agravada pela ocorrência simultânea de outras doenças respiratórias, como a covid-19, a bronquite crônica e a pneumonia.

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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