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Saúde

Fundação Hospitalar de FSA capacita profissionais de saúde sobre prevenção da sífilis gestacional

28 de Outubro de 2024 | 13h 44
Fundação Hospitalar de FSA capacita profissionais de saúde sobre prevenção da sífilis gestacional
Foto: Divulgação/PMFS

Infecção Sexualmente Transmissível (IST), a sífilis, é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode ser transmitida ao bebê durante a gestação, resultando em problemas, como má formação ou até morte fetal.

Para capacitar os profissionais de saúde do Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), conhecido como Hospital da Mulher, a Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS) organizou, na manhã da última sexta-feira (25), uma palestra sobre Sífilis Gestacional.

O evento aconteceu na biblioteca do HIPS e integrou as ações do Outubro Verde, campanha do Ministério da Saúde (MS), que visa informar a população sobre os riscos da sífilis e suas consequências para recém-nascidos de mães infectadas.

Durante quatro horas, o enfermeiro Valternei de Oliveira Morais, doutorando em saúde coletiva pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que também coordena o Comitê Municipal de Combate à Sífilis, destacou a importância do pré-natal adequado, do uso de preservativos, da testagem para a detecção da doença e do tratamento correto para mães e parceiros, em caso de infecção.

Segundo ele, o curso é fundamental para os profissionais que atuam no Hips. “A Fundação Hospitalar está de parabéns por abordar um tema tão relevante para a comunidade e para os profissionais de saúde do Hospital da Mulher. Estamos capacitando aqueles que cuidam de outros, alinhando-nos às novas diretrizes e protocolos do Ministério da Saúde para o atendimento de gestantes com sífilis, em um hospital que é referência em partos na região”, afirmou o palestrante.

Tratamento e prevençãoValternei enfatizou que as gestantes devem realizar o pré-natal de forma adequada, pois podem ser portadoras da doença, sem diagnóstico prévio.

O olhar atento dos profissionais de saúde, disse ele, pode prevenir a prematuridade ou até a morte do bebê. “A sífilis pode permanecer sem diagnóstico e tratamento por décadas. Quando uma gestante contrai a bactéria e não faz exames, a infecção pode ser assintomática, mas o bebê pode ser afetado, resultando em má formação ou até óbito, situações que poderiam ser evitadas”, alertou.

O enfermeiro ressaltou, ainda, que o tratamento para sífilis congênita envolve o uso de antibióticos. No caso de alergias, existem opções combinadas conforme orientação médica. “Recomendo que as gestantes realizem o pré-natal corretamente, façam o teste rápido para sífilis e outras doenças infecciosas disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Se diagnosticadas, devem iniciar o tratamento e prevenir a sífilis congênita no bebê, além de também tratar o parceiro. É fundamental utilizar preservativos em todas as relações sexuais, não apenas durante a gestação, mas ao longo da vida”, ressaltou.

A coordenação de enfermagem do Hospital da Mulher enfatizou a importância das ações do Outubro Verde para capacitar os profissionais de saúde, seguindo todos os protocolos do MS.

O objetivo é reduzir as taxas de internação prolongada em parturientes e recém-nascidos. “As gestantes que chegam à emergência da nossa unidade realizam um teste rápido para sífilis. Se o resultado for reagente, seguimos o protocolo para titulação da sífilis através do VDRL, que avalia o nível de contaminação, e a partir disso definimos o tratamento adequado para a gestante e o acompanhamento do recém-nascido”, explicou a gestão.



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