O Brasil voltou a ser considerado um país livre do sarampo, cinco anos depois do registro de novos casos. A certificação dada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), após o país adotar uma série de medidas para a contenção do surto.
Já são dois anos sem casos da doença, que, antes de
reaparecerem, era considerada erradicada do território nacional. A Opas
considera que a situação foi novamente controlada. O certificado deve ser
entregue à ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante uma cerimônia, a ser realizada
nesta terça-feira (12), no auditório da entidade.
O Brasil ganhou adquiriu o status de país livre do sarampo em
2016. Isto por não apresentar mais circulação doméstica do vírus, patamar alcançado
graças à vacinação massiva contra a doença. O antígeno foi incluído no Programa
Nacional de Imunizações (PNI) em 1992.
No entanto, essa condição não é definitiva. O não
reaparecimento da virose depende de ações públicas de incentivo à vacinação e à
manutenção da vigilância. Durante muito tempo, o país conseguiu se manter livre
do sarampo, mas, nos últimos anos, infelizmente, os caso ressurgiram, em função
da queda da cobertura vacinal.
Com isso, entre 2018 e o início de junho de 2022, foram
confirmados 39.799 casos e 40 mortes pela doença. Por causa disso, o Brasil
perdeu a certificação de país livre do sarampo em 2019.
A vacina que protege contra a doença é a tríplice viral. Esta
imuniza também contra a rubéola e a caxumba e é distribuída, gratuitamente, no
Sistema Único de Saúde (SUS).
Após a importante queda da cobertura vacinal registrada durante
a pandemia de covid-19, a aplicação da segunda dose voltou a avançar, chegando
a ultrapassar 70% da população, em 2023.
O último caso de sarampo registrado no Brasil ocorreu em
junho de 2022, no Amapá. Em 2024, foram identificados outros quatro casos, porém
todos importados de outros países. O aparecimento do vírus foi, então,
controlado e o mesmo não se espalhou, evitando-se, assim, a circulação
doméstica.
Graças a um tripé de combate ao vírus, que inclui aumento da
vacinação, melhoria dos sistemas de vigilância sanitária e resposta eficaz às
emergências de casos, o país recebeu novamente o certificado.
Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de
Imunizações (SBIm) e presidente da Câmara Técnica do Brasil de Verificação da
Eliminação do Sarampo, comemora a nova certificação. “O Brasil conseguiu
reverter o movimento de queda na vacinação e sair da lista de 20 países com
mais crianças não vacinadas. Agora, podemos dizer, com orgulho, que eliminamos
o sarampo novamente”, declarou.
*Com informações do
Metrópoles.