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Saúde

Família acusa hospital de negligência, após bebê apresentar risco de ter braço amputado, na Bahia

12 de Março de 2025 | 11h 04
Família acusa hospital de negligência, após bebê apresentar risco de ter braço amputado, na Bahia
Foto: Reprodução/TV Santa Cruz

A família do recém-nascido Heitor Santos da Conceição acusa o Hospital Manoel Novaes, localizado no município de Itabuna, no Sul da Bahia, de negligência médica, após o bebê, de apenas 7 dias de vida, apresentar risco de ter um dos braços amputados. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil (PC).

Informações preliminares apontam que a criança nasceu prematura, com 26 semanas de gestação, no dia 4 de março. Segundo a família, apesar disso, o menino estava saudável, sem apresentar comorbidades. No entanto, precisou ficar internado, até se desenvolver completamente, na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo).

A mãe do bebê, Kathylin Mauy, relatou que, nos primeiros dias de internamento, percebeu que havia algo errado no acesso intravenoso colocado no braço esquerdo do filho.

Por causa disso, ela acredita que a criança pode ter que amputar o membro. "No segundo dia, começou a aparecer umas manchinhas na mão dele e eu perguntei se era normal e falaram que era. Depois, começou a ficar roxo e continuaram dizendo que era normal. Passou um tempo, a mão dele começou a ficar pior, sem circulação", disse.

O pai do garoto lamentou a situação. Segundo ele, só recebeu informações claras sobre o estado do filho muito tempo após a identificação do problema.

Natasha Cadorna, advogada da família, argumenta que o hospital vem se negando a fornecer o prontuário do ciente. Também que nenhuma declaração oficial foi dada sobre o caso. "Até o presente momento, os pais estão desassistidos. Não teve nenhum médico ou profissional para dar qualquer tipo de informação e qualquer amparo. A responsabilidade do hospital era de cuidar de criança, mas veio a necrosar um membro de suma importância para as atividades da criança. Ainda não se sabe qual vai ser o próximo passo, amputação ou cirurgia reparadora", observou a jurista.

A unidade hospitalar contesta a versão dos familiares. Conforme a direção, diferente do que dizem os pais, o bebê não nasceu saudável, tendo apresentado problemas de saúde logo após o parto.

Lucinaide Ferreira dos Santos, coordenadora de enfermagem UTI Neo, afirma que a criança apresentava sinais de infecção desde o nascimento. "Esse bebê foi intubado, porque se tratava de um caso muito grave. Foi evidenciada uma infecção materna, da placenta. Já tinham equimoses em algumas partes dos membros superiores e inferiores, que constam no registro médico. A equimose significa uma perda do fluxo sanguíneo em determinada região e a aparência é roxa", alegou.

A gestora disse, ainda, que Heitor Santos da Conceição está sendo acompanhado por um cirurgião vascular e que o procedimento a ser realizado no braço dele ainda não foi definido.

Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado na Delegacia de Itabuna. A Polícia Civil busca entender os fatos e saber o que realmente aconteceu com o bebê.

 


 

*Com informações do g1 BA.



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