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Saúde

Canetas de Mounjaro e Ozempic são apreendidas em clínica particular, na Bahia; venda é irregular

21 de Março de 2025 | 12h 37
Canetas de Mounjaro e Ozempic são apreendidas em clínica particular, na Bahia; venda é irregular
Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista

Canetas dos medicamentos Mounjaro e Ozempic, ambos usados para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, foram apreendidas, nesta quinta-feira (20), em uma clínica particular localizada no município de Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia.

Segundo o governo local, a apreensão aconteceu após uma denúncia de venda irregular dos medicamentos na unidade de saúde. A partir disso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Vitória da Conquista realizou uma operação de busca e apreensão, em conjunto com a Polícia Federal (PF) e do Conselho Regional de Farmácia (CRF).

A venda dos remédios é privativa de farmácias, drogarias, postos de medicamentos, unidades volantes e dispensários de medicamentos, segundo a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973.

Composto pelo princípio ativo Tirzepatida, o Mounjaro  foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como tratamento específico para o diabetes tipo 2.

No entanto, a droga vem sendo usada de forma indiscriminada para o emagrecimento. Isto porque atua em hormônios relacionados à digestão e à saciedade, resultando na perda de peso.

A comercialização de Mounjaro dentro do mercado brasileiro é proibida. A importação só pode ser realizada por pessoa física, mediante receita médica.

A venda do Ozempic, por sua vez, é liberada, no país. Por conter o princípio ativo semaglutida, também promove o emagrecimento, porque a droga substitui a ação de um hormônio chamado GLP1, produzido, naturalmente, no intestino, fazendo a pessoa se sentir mais saciada.

Na prática, isto implica de 30% a 40% do consumo de calorias, dependendo da dosagem. Por causa desse efeito, o medicamento também vem sendo usado indiscriminadamente.

Conforme Maicon Mares, coordenador da Vigilância Sanitária do município, além do Mounjaro e do Ozempic, que estavam sendo vendidos de forma irregular, foram apreendidos medicamentos manipulados. A clínica, entretanto, não foi interditada.

Mozália Monteiro, fiscal do CRF disse que foram encontrados muitos medicamentos manipulados, controlados pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, produzidos em farmácias de São Paulo, em escala industrial, para uma mesma pessoa.

A gestora da entidade explicou que essa prática é ilegal. “O medicamento magistral deve ser preparado em farmácias de manipulação, com prescrição médica, para um tratamento específico, e não pode ser replicado", disse.

apreensão em Salvador – No último dia 10, a Receita Federal do Brasil (RFB) apreendeu 100 canetas de Mounjaro no Aeroporto Internacional de Salvador. O órgão informou que as doses do medicamento estavam escondidas embaixo da roupa de um passageiro.

O baiano, de 22 anos, é natural de Vitória da Conquista e tentava entrar no país com os produtos, de forma ilegal. Ele estava a bordo de um voo saído de Paris, capital francesa.

O crime foi descoberto após o jovem ser selecionado para uma revista pessoal, prática de vigilância comum nos aeroportos. Durante a abordagem, o passageiro disse que havia comprado os medicamentos em Londres.

A Receita Federal acredita que o suspeito tem ligação, inclusive familiar, com um grupo investigado por transportar esse tipo de medicamento irregularmente, para vender em clínicas privadas.

No mesmo dia e local, a Receita Federal também apreendeu 681 caixas vazias de embalagens do mesmo medicamento. As embalagens tinham sido produzidas no Reino Unido.

O órgão informou que fará representação junto ao Ministério Público Federal (MPF), a fim de dar prosseguimento à investigação criminal.

 


 

*Com informações do g1 BA.



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