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Saúde

Bebedouros do campus da Ufba, em Salvador, são interditados, por suspeita de contaminação

11 de Abril de 2025 | 12h 00
Bebedouros do campus da Ufba, em Salvador, são interditados, por suspeita de contaminação
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Os bebedouros da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), localizada no bairro da Federação, em Salvador, foram interditados, após a identificação de indícios de contaminação por coliformes totais, dentre eles os fecais, já que bactérias do tipo Escherichia coli, que, normalmente, habitam o trato gastrointestinal humano e de outros animais endotérmicos, foram encontrados na água.

A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (9), pela própria instituição. A medida foi adotada por recomendação da Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura (Semai) da Ufba.

Por causa da situação, a universidade disse que determinou que uma investigação fosse realizada, por uma empresa credenciada para testes. Além disso, providenciou a lavagem dos reservatórios do campus.

A Ufba afirmou, ainda, que testes nos sistemas de abastecimento de água das instalações são realizados rotineiramente, de forma preventiva. E que, uma vez constatada qualquer eventual irregularidade, são tomadas as medidas corretivas necessárias para solucionar os problemas.

Denúncia As suspeitas de contaminação tiveram início após uma denúncia, feita pela professora Gemima Arcanjo, vice-coordenadora do curso de Graduação em Engenharia Sanitária e Ambiental.

A docente disse que, no segundo semestre de 2024, durante as aulas práticas de uma disciplina, foram realizadas análises microbiológicas da água de alguns bebedouros da Escola Politécnica. Os resultados indicaram a presença de coliformes totais e E. coli em amostras coletadas nos bebedouros do quarto e do sétimo andares.

Gemima Arcanjo explicou que a bactéria encontrada é um indicador de contaminação por material fecal, humano ou animal. E que sua presença sugere a existência de outros microrganismos patogênicos de transmissão fecal-oral, a exemplo da giárdia, da salmonela e de diversos tipos de vermes.

A docente salientou, ainda, que "o consumo dessa água contaminada pode causar doenças gastrointestinais, com sintomas que incluem diarreia, vômitos e infecções mais graves”.

Segundo ela, o informe endereçado à reitoria da universidade não tinha o objetivo de causar alarde, nas comunidades acadêmica e externa, mas colocar todos a par da situação, “uma vez que não houve divulgação e isto é do interesse de todos, até mesmo por se tratar de uma questão de saúde pública".

Por meio de nota, o Diretório Acadêmico de Engenharia Sanitária e Ambiental (Daesa) destacou que houve uma reunião extraordinária, na última terça-feira (10), onde a vice-coordenadora Gemima Arcanjo teve o microfone silenciado, ao tentar apresentar a gravidade da situação. "Esse ato é um insulto à ciência, à democracia e ao compromisso que toda instituição de ensino deve ter com a vida e a saúde da sua comunidade", reclamou a entidade.

 

 


*Com informações do g1 BA.



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