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Saúde

Mais de 5 mil baianos já morreram por doenças respiratórias em 2025; idosos são maioria entre as vítimas

26 de Julho de 2025 | 13h 17
Mais de 5 mil baianos já morreram por doenças respiratórias em 2025; idosos são maioria entre as vítimas
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Bahia já ultrapassou a marca de 5 mil mortes causadas por doenças respiratórias em 2025, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Do total de óbitos, cerca de 2,5 mil ocorreram entre pessoas com 80 anos ou mais, faixa etária considerada de alto risco para esse tipo de enfermidade.

Segundo o pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro, diretor de Assuntos de Saúde Pública da Associação Bahiana de Medicina (ABM), o número elevado de casos está diretamente ligado ao período do ano, marcado por baixa umidade do ar, variações bruscas de temperatura e aumento da poluição atmosférica — fatores que agravam o quadro de quem já sofre com problemas respiratórios crônicos.

“O frio resseca a mucosa das vias aéreas. Com as temperaturas mais baixas, suamos menos e bebemos menos água, o que favorece esse ressecamento, tornando as vias respiratórias mais sensíveis a doenças alérgicas e infecciosas, principalmente as virais”, explica o médico.

Ele também ressalta que a poluição do ar aumenta durante o inverno, já que a dispersão dos poluentes ocorre em menor altitude, agravando a irritação das vias aéreas e facilitando o surgimento de infecções. Outro ponto de atenção é o aumento das aglomerações em ambientes fechados e pouco ventilados, que favorecem a transmissão de vírus e bactérias.

Entre os problemas mais comuns neste período estão a sinusite, a asma e as bronquites — todas com potencial de complicações. “A sinusite, por exemplo, pode se manifestar com secreção amarelada, dor facial, ocular, febre, dor de garganta e até paralisia facial. Já a asma provoca chiado no peito, aumento da frequência respiratória e sensação de aperto no tórax, geralmente desencadeados por poeira ou cheiros fortes. E as bronquites podem surgir com tosse persistente e catarro, podendo evoluir para pneumonia”, alerta Guilhardo.

Populações mais vulneráveis

Crianças menores de cinco anos e idosos são os mais vulneráveis, por estarem com o sistema imunológico em formação ou enfraquecido. “Nessas faixas etárias, as alergias e infecções são mais severas. No caso dos idosos, ainda há a presença de comorbidades, como doenças cardíacas, que agravam o quadro clínico”, explica o pneumologista.

Pessoas com obesidade também estão em maior risco. “Pacientes obesos que contraem pneumonia, por exemplo, têm mais chances de desenvolver formas graves da doença. Por isso, é fundamental um acompanhamento cuidadoso nesses casos”, conclui o especialista.

A recomendação dos profissionais de saúde é manter ambientes arejados, ingerir bastante água, evitar exposição à poeira e poluição, manter vacinas atualizadas e procurar atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas respiratórios.

 

  



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