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Saúde

Ministério da Saúde inicia liberação de mosquitos estéreis para combater dengue

15 de Dezembro de 2025 | 13h 55
Ministério da Saúde inicia liberação de mosquitos estéreis para combater dengue
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde iniciou a liberação de mosquitos Aedes aegypti machos e estéreis como estratégia para reforçar o controle de arboviroses no país. A primeira soltura ocorreu neste sábado (13), na aldeia Cimbres, localizada no município de Pesqueira, em Pernambuco, onde cerca de 50 mil insetos foram liberados.

De acordo com a pasta, a iniciativa impede que os mosquitos se reproduzam ao acasalar com as fêmeas da espécie, contribuindo para a redução gradual da população do vetor e, consequentemente, da transmissão de doenças como dengue, Zika e chikungunya. A ação marca o início da aplicação da Técnica do Inseto Estéril por Irradiação (TIE) em territórios indígenas. As informações são da Agência Brasil.

Nas próximas etapas do projeto, está prevista a liberação semanal de mais de 200 mil mosquitos estéreis. Além da aldeia Cimbres, a tecnologia será implantada no território indígena Guarita, no município de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, e em áreas indígenas de Porto Seguro e Itamaraju, no sul da Bahia.

O investimento inicial na estratégia é de R$ 1,5 milhão, valor destinado à produção dos insetos, logística e monitoramento das ações. Segundo o Ministério da Saúde, a continuidade e a ampliação do projeto dependerão dos resultados obtidos e da avaliação técnica das equipes envolvidas, que irão analisar o impacto da medida na redução dos casos das arboviroses.

Como funciona a técnica

A Técnica do Inseto Estéril utiliza a própria espécie do Aedes aegypti para controlar sua população. Em laboratório, os mosquitos machos são esterilizados por meio de radiação ionizante e, posteriormente, liberados em grande quantidade nas áreas-alvo.

Ao acasalarem com as fêmeas, esses machos não geram descendentes, o que provoca a diminuição progressiva do número de mosquitos transmissores das doenças.

Segundo o ministério, a técnica não emprega inseticidas e não oferece riscos à saúde humana nem ao meio ambiente, sendo especialmente indicada para territórios indígenas situados em áreas de preservação ambiental e florestas, onde o uso de produtos químicos é restrito ou proibido.




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