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Economia

Correios reabrem inscrições para Plano de Desligamento Voluntário

30 de Janeiro de 2026 | 15h 52
Correios reabrem inscrições para Plano de Desligamento Voluntário
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A partir da primeira semana de fevereiro, os Correios reabrirão as inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) dos empregados da estatal. A participação no programa é pessoal e voluntária. O prazo final será no dia 31 de março.

De acordo com a instituição, os desligamentos devem ser concluídos até o fim de maio. Em dezembro de 2025, os Correios declaram que a expectativa é que o PDV tenha o potencial de adesão de até 15 mil empregados, entre 2026 e 2027.

Atualmente, os Correios contam com mais de 82 mil empregados próprios e mais de 10 mil funcionários terceirizados. Com as demissões, a economia anual estimada nas despesas de pessoal é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028.

O PDV 2026 integra a Fase 1 do Plano de Reestruturação econômico-financeiro para o período de 2025-2027. O intuito é reduzir os custos da empresa, a fim de garantir sua sustentabilidade e relevância social. Em 2025, o Plano de Desligamento Voluntário teve a adesão de cerca de 3,5 mil empregados.

Novidades – Em comunicado dirigido aos servidores, a estatal informou que o novo Plano de Desligamento Voluntário mantém o incentivo financeiro praticado no PDB anterior, em 2025, apresentando, porém, algumas novidades.

O PDV 2026 põe fim às restrições de idade máxima. Antes, era destinado a quem tinha 55 anos ou mais. Agora, qualquer empregado pode aderir ao plano, desde que tenha pelo menos dez anos de casa.

Outra condição é que o empregado tenha recebido remuneração por, no mínimo, 36 meses, nos últimos 60 meses. O interessado não pode ter completado 75 anos até a data do desligamento.

Pelas regras do PDV 2026, os empregados e seus dependentes poderão optar pelo Plano de Saúde Família, com mensalidades mais acessíveis e cobertura regional.

Sustentabilidade financeira – A comunicação interna reforça, ainda, que o plano de reestruturação é imprescindível para reequilibrar a saúde financeira da empresa.

No último mês de dezembro, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para custear as ações do plano de reestruturação voltado à estabilização emergencial da empresa. A estatal projeta uma redução de R$ 5 bilhões em despesas até 2028.

O plano de reestruturação também prevê o fechamento de mil agências consideradas deficitárias. Ao todo, a infraestrutura da estatal, em todo o país, conta com mais de 10.350 unidades de atendimento, considerando agências próprias e pontos de atendimento de parceria.

Além disso, há 1,1 mil unidades de distribuição e tratamento, que são os centros logísticos onde as encomendas e cartas são processadas, após a postagem e antes da entrega final.

Está prevista, também, a venda de imóveis ociosos, com a finalidade de gerar novos recursos financeiros e reduzir os custos de manutenção.

Crise – Após diagnóstico, os Correios identificaram déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025, além da queda acentuada nos indicadores de qualidade e liquidez. Os dados totais de 2025 ainda não foram consolidados.

 

 

 

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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