O STF vive uma crise ética sem precedentes, personificada por figuras que, para muitos críticos, já se encontram moralmente mortas. O ministro Alexandre de Moraes verga sob o peso do vultoso contrato de R$ 129 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório de sua esposa, Viviane de Moraes — advogada de escasso currículo. Além disso, há encontros na casa de Daniel Vorcaro, o gangster líder da instituição financeira, embora ele negue encontro com o Presidente do BRB( Banco de Brasília), relatado por testemunhas. Moraes tem se caracterizado mais como um magistrado de "punhos" do que como alguém dotado de profundidade filosófica, jurídica e ética.
Moraes não está isolado. O ministro Dias Toffoli,
ex-advogado do PT, enfrenta um desgaste alimentado por suspeitas sobre sua
ligação com o resort Tayayá — propriedade que pertenceu a dois de seus irmãos e que contava
com o Banco Master como sócio. O histórico de Toffoli é marcado por episódios
sombrios, desde o codinome "amigo do amigo de meu pai", surgido nas
investigações da Lava Jato, até a suposta mesada de R$ 100.000 que receberia do
escritório de sua mulher. As suas decisões monocráticas, que anularam sentenças
e multas bilionárias de réus confessos da Lava Jato, deixaram a sociedade e órgãos como a
Transparência Internacional indignados. A voracidade com que determinou sigilo
absoluto e a forma como tenta direcionar a investigação do Master são ações que
chocam juristas e brasileiros.
No epicentro dessa crise figura o ministro Gilmar Mendes,
cuja trajetória é pontuada pelo desafio ao pudor institucional. Descrito pelo
colega Luís Roberto Barroso como uma "mistura do mal com o atraso e
pitadas de psicopatia", Mendes personifica, para seus detratores, a
insignificância ética que ameaça soterrar a reputação do Tribunal.
Recentemente, o despudoramento atingiu novo patamar quando
Moraes e Toffoli defenderam publicamente que a magistratura não deveria impedir
incursões no mundo dos negócios — uma declaração que estremece a biografia de
qualquer juiz comprometido com a imparcialidade. Enquanto isso, o ministro
Edson Fachin enfrenta resistências internas ao tentar implementar um Código de
Ética para o Tribunal.
A permanência de magistrados sob tamanha suspeição moral
compromete a integridade do Judiciário e o futuro da sociedade brasileira,
tornando-se insustentável. Diante da fragilidade dos valores que sustentam o
Estado de Direito, a imposição de mandatos por tempo determinado para
ministros, a limitação dos poderes monocráticos e a adoção imediata de um
Código de Ética tornam-se medidas inevitáveis. Somente assim será possível
evitar o colapso total de uma Corte que, em vez de ser o porto seguro da
Constituição, corre o risco de se tornar a âncora que afunda o país em um
oceano de insegurança jurídica e descrédito moral.