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  • Feira de Santana, segunda, 09 de fevereiro de 2026

César Oliveira

O crepúsculo moral do STF

09 de Fevereiro de 2026 | 13h 34
O crepúsculo moral do STF

O STF vive uma crise ética sem precedentes, personificada por figuras que, para muitos críticos, já se encontram moralmente mortas. O ministro Alexandre de Moraes verga sob o peso do vultoso contrato de R$ 129 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório de sua esposa, Viviane de Moraes — advogada de escasso currículo. Além disso, há encontros na casa de Daniel Vorcaro, o gangster  líder da instituição financeira, embora ele negue encontro com o Presidente do BRB( Banco de Brasília), relatado por testemunhas.  Moraes tem se caracterizado mais como um magistrado de "punhos" do que como alguém dotado de profundidade filosófica, jurídica e ética.

Moraes não está isolado. O ministro Dias Toffoli, ex-advogado do PT, enfrenta um desgaste alimentado por suspeitas sobre sua ligação com o resort Tayayá — propriedade que  pertenceu a dois de seus irmãos e que contava com o Banco Master como sócio. O histórico de Toffoli é marcado por episódios sombrios, desde o codinome "amigo do amigo de meu pai", surgido nas investigações da Lava Jato, até a suposta mesada de R$ 100.000 que receberia do escritório de sua mulher. As  suas  decisões monocráticas, que anularam sentenças e multas bilionárias de réus confessos da Lava Jato,  deixaram a sociedade e órgãos como a Transparência Internacional indignados. A voracidade com que determinou sigilo absoluto e a forma como tenta direcionar a investigação do Master são ações que chocam juristas e brasileiros.

No epicentro dessa crise figura o ministro Gilmar Mendes, cuja trajetória é pontuada pelo desafio ao pudor institucional. Descrito pelo colega Luís Roberto Barroso como uma "mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia", Mendes personifica, para seus detratores, a insignificância ética que ameaça soterrar  a reputação do Tribunal.

Recentemente, o despudoramento atingiu novo patamar quando Moraes e Toffoli defenderam publicamente que a magistratura não deveria impedir incursões no mundo dos negócios — uma declaração que estremece a biografia de qualquer juiz comprometido com a imparcialidade. Enquanto isso, o ministro Edson Fachin enfrenta resistências internas ao tentar implementar um Código de Ética para o Tribunal.

A permanência de magistrados sob tamanha suspeição moral compromete a integridade do Judiciário e o futuro da sociedade brasileira, tornando-se insustentável. Diante da fragilidade dos valores que sustentam o Estado de Direito, a imposição de mandatos por tempo determinado para ministros, a limitação dos poderes monocráticos e a adoção imediata de um Código de Ética tornam-se medidas inevitáveis. Somente assim será possível evitar o colapso total de uma Corte que, em vez de ser o porto seguro da Constituição, corre o risco de se tornar a âncora que afunda o país em um oceano de insegurança jurídica e descrédito moral.



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