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  • Feira de Santana, segunda, 09 de fevereiro de 2026

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Nova polêmica em obra de duplicação de último trecho da Contorno: intervenção ameaça alagar Santo Antônio dos Prazeres

VALDOMIRO SILVA - 09 de Fevereiro de 2026 | 16h 52
Nova polêmica em obra de duplicação de último trecho da Contorno: intervenção ameaça alagar Santo Antônio dos Prazeres
Foto: Paulo José/Acorda Cidade


Depois de passar meses para ser efetivamente iniciada, devido a ajustes no projeto, a terceira etapa da obra de duplicação da avenida Eduardo Froes da Motta, conhecida como Anel de Contorno de Feira de Santana - ligando a BR 324 ao acesso à 116 norte, no complexo de viadutos Miraldo Gomes, bairro Cidade Nova - enfrenta uma nova preocupação, agora, manifestada pela Prefeitura. A drenagem que está sendo feita pela empresa responsável, a mineira CCS, "fatalmente" vai causar problemas de alagamento no bairro Santo Antônio dos Prazeres,  segundo revelou o secretário de Planejamento Carlos Brito,  ao "Acorda Cidade" e também em conversa com a Tribuna esta tarde. 

A intervenção inclui implantação de vias marginais, ciclovia, cinco passarelas e três viadutos. O investimento previsto é de R$ 179,4 milhões. Com o suporte  técnico do superintendente de Obras e Manutenção, João Vianey, e o subsecretário de Planejamento, Djavan Santos, que visitaram o local, ele alerta:  concluída esta intervenção, o canal de macrodrenagem que corre naquela região sofrerá aumento muito grande do volume de água. "E se não tivermos esse cuidado de recuperação de canal, vamos ter dificuldade", avisa. 

Brito disse que o Município está buscando, junto ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes), que seja apresentada uma "solução de drenagem para aquela área”. Defende que a empresa responsável pela obra e o órgão federal se reúnam com a Prefeitura para discutir o problema. Considera que não é prudente fazer uma obra que prejudique a quem deveria beneficiar. "Na hora que chover vai encher (de água) a casa da pessoa, vai derrubar as casas, perder móveis? É justo? É isso que nós temos que prevenir”, adverte. 

O secretário de Planejamento observa que a Prefeitura não teve acesso ao projeto completo da obra de duplicação, tendo a equipe técnica do Município analisado apenas o edital de licitação. Existem indícios, segundo ele, de que o traçado para drenagem "foi alterado em relação ao que foi licitado: "Precisamos prevenir o caos na vida do cidadão feirense”.

ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO

Por mais surpreendente que possa parecer, não existe ainda um Alvará de Construção para a realização da obra, conforme Carlos Brito. O documento é obrigatório para qualquer intervenção que venha a ser executada em área de domínio municipal. A duplicação do anel rodoviário impacta e ocupa diretamente o espaço sob a responsabilidade da Prefeitura de Feira de Santana, especialmente no que diz respeito aos serviços de drenagem.

“Tem que ter um alvará para intervenção urbana na cidade, pois nem toda  a área é de domínio dele (DNIT). Eu não posso chegar no quintal da casa alheia e fazer um espaço gourmet sem autorização”, exemplificou, ao advertir o órgão para regularizar a situação. A empresa que realiza a obra, segundo ele, já teria sido notificada sobre o alvará. A Prefeitura também pediu cópia de todos os projetos relativos à duplicação, para verificar o problema projetado para Santo Antônio dos Prazeres.

ZÉ NETO: "É PERTINENTE"

O deputado federal Zé Neto disse hoje à Tribuna Feirense que, a preocupação do secretário é "pertinente, mas em uma obra desta complexidade, problemas existem". Ele reconhece dificuldades com o canal de macrodrenagem, no Santo Antônio dos Prazeres, que "precisa ser reestruturado". No entanto, acredita que não será necessário "parar a obra por isto, vamos fazendo onde não existem pendências". 




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