As histórias, reais, da política, muitas vezes, são escritas por capítulos, exatamente como uma novela. Recentemente, encerrou-se a querela envolvendo o senador Ângelo Coronel e o PT e o final não foi feliz. Petistas lamentaram a perda, pois o aliado deixou o PSD e o grupo que se encontra no poder, na Bahia. O senador, protagonista da trama, deixou o time pelo qual jogou por tanto tempo reclamando da postura do técnico, do presidente, etc.
Na verdade, mal se encerrou o drama recente e Coronel já está atuando mais uma vez, no grande palco da política baiana. Está escalado, agora, para uma mini-série, cujo roteiro se desenrola sobre a escolha da legenda em que se filiará e estará disputando a reeleição. Ele tem várias opções e, diferentemente do que lhe era oferecido onde se encontrava, entre os novos correligionários tem livre arbítrio e múltiplas opções para seguir.
Deixou de ser um "merda", com perdão da palavra, cunhada pelo próprio, para se tornar prioridade, passe valorizado como aquele jovem jogador de futebol contratado por milhões de dólares para atuar na Europa, com direito a tapete vermelho e tudo o mais, em sua chegada.
O pré-candidato a governador pelo União Brasil, ACM Neto, já declarou que Coronel tem livre escolha para disputar sua permanência no Senado. Em Humildes, onde esteve para participar de festividades religiosas do distrito feirense, o ex-prefeito de Salvador disse que as conversas com o ex-PSD se iniciaram e estão "evoluindo bem".
ACM Neto disse, ao portal "Correio 24h", que sua expectativa é que, ainda em fevereiro, tenha condições de "anunciar essa aliança, assim como informar por qual partido o senador deverá disputar as eleições deste ano”. Coronel é nome líquido e certo na chapa de oposição, tanto quanto o do pré-candidato a governador. Resta definir os postulantes a vice-governador e o segundo candidato ao Senado.