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Segurança

Operação contra grupo criminoso que controlava serviços de internet apreende R$ 173 mil na Bahia

11 de Fevereiro de 2026 | 18h 07
Operação contra grupo criminoso que controlava serviços de internet apreende R$ 173 mil na Bahia
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), a Operação Território Livre apreendeu, na manhã desta quarta-feira (11), cerca de R$ 173 mil em espécie, encontrados em uma das casas alvo das buscas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos, nos municípios de Dias D'Ávila, Lauro de Freitas e Camaçari.

A ação policial investiu contra uma organização criminosa suspeita de controlar a prestação de serviços de internet em Dias D'Ávila. O objetivo, conforme o MP-BA, era aprofundar as investigações e descobrir quem exercia controle territorial e econômico sobre provedores locais de internet, mediante ameaças, intimidações e cobranças ilícitas.

A operação foi realizada, em conjunto, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) do MP-BA e pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), setor ligado à Polícia Civil da Bahia (PCBA).

Além disso, contou com a participação da Polícia Militar da Bahia (PMBA), por meio do Batalhão de Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos de Veículos (Apolo); do Batalhão de Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos a Coletivos (Gêmeos); e do Batalhão Independente de Policiamento Tático da Região Metropolitana de Salvador (Rondesp/RMS).

O Ministério Público informou que a organização criminosa possuía estrutura hierarquizada e divisão de tarefas. O núcleo de liderança seria exercido por um homem foragido da Justiça. Ele possui mandados de prisão em aberto e seria o responsável por estabelecer as diretrizes da atividade ilícita, impor regras aos provedores e autorizar o uso de violência e intimidação, como forma de coerção.

O órgão destacou, ainda, que o suspeito manteria influência direta sobre a execução das ordens, por meio de integrantes que atuavam como operadores do esquema. Os integrantes do grupo desempenhavam funções operacionais e financeiras, incluindo a coordenação das cobranças ilegais; o contato ameaçador com as vítimas; a coleta e o repasse dos valores obtidos; e a manutenção da estrutura econômica da quadrilha.

O inquérito aponta o possível envolvimento de pessoas ligadas ao setor de prestação de serviços de internet, que repassariam parte dos lucros à organização criminosa, possibilitando a manutenção e o fortalecimento da mesma.



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