A trama envolvendo o Banco Master revela-se como algo que
transcende a fraude financeira convencional, desenhando um cenário de captura
institucional onde a compra de autoridades e o desvio de recursos públicos são
operados por uma elite que utiliza o tráfico de influência como ferramenta de
sobrevivência e expansão. O Master, que carrega o estigma de ter provocado o
maior prejuízo da história ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), possui suas
raízes profundas na Bahia, onde o apoio de sócios e padrinhos políticos locais
viabilizou o controle do Credcesta e das margens consignadas de servidores
públicos, ativos que serviram de banquete para o seu crescimento acelerado.
Essa rede de influência alcança as mais altas esferas do
Judiciário, evidenciada por episódios como o contrato de R$ 129 milhões com a
advogada Viviane de Moraes — sem justificativa curricular aparente e
que permanece sem explicações detalhadas por parte do ministro Alexandre de
Moraes. Somam-se a isso as suspeitas sobre a sociedade no Resort Tayayá e
menções a depósitos que envolveriam figuras como o ministro Dias Toffoli,
escancarando um modus operandi onde a "orgia financeira" servia para
cooptar políticos e juristas.
Entretanto, não existe dinheiro fácil e promiscuidade sem a
presença de mulheres lindas e sexo fácil. O mercado de excessos ia de Trancoso
a Lisboa e Nova Iorque. Revelações extraídas do celular de Daniel Vorcaro
indicam que em sua mansão de R$ 300 milhões funcionava um território sem lei,
onde a nudez era praxe e a presença massiva de mulheres estrangeiras garantia o
silêncio e a ausência de vínculos locais. A média per capta de corpos
disponíveis era de quatro para um. Essas festas, ironicamente batizadas de
"Cine Trancoso", com sexo consensual é problema de adultos, mas certas
presenças podem resultar em cumplicidade forçada e interferência no estado. As orgias envolviam membros do Poder
Executivo, do governo anterior e do meio jurídico em situações comprometedoras.
A gravidade do cenário atinge seu ápice com as informações
da revista digital Liberta, que afirma ter tido acesso a vídeos estrelando
figuras proeminentes do Judiciário, inclusive com um “ pica das galáxias” do
mundo jurídico. A ex-propietaria da casa
certa vez reclamou que Vorcaro, após alugar o imóvel, encheu a casa dela “ de
puta” . Enquanto o mercado financeiro observa o rastro de insolvência deixado
pelo banco, a opinião pública aguarda a revelação de quem são os poderosos que
trocaram a ética do cargo pelos prazeres financiados pelo Master em solo
baiano.