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  • Feira de Santana, s�bado, 11 de julho de 2026

Saúde

Caps Infanto Juvenil de FSA celebra 21 anos com fórum sobre cuidados e memória em saúde mental

24 de Fevereiro de 2026 | 18h 22
Caps Infanto Juvenil de FSA celebra 21 anos com fórum sobre cuidados e memória em saúde mental
Foto: Renata Leite/PMFS

O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Infanto Juvenil de Feira de Santana comemorou, na manhã desta terça-feira (24), seus 21 anos de atuação. Para tanto, realizou o II Fórum de Cuidados, Serviços e Memórias, realizado no auditório do Centro Universitário de Excelência (Unex).

O evento, cujo intuito era refletir sobre os avanços, os desafios e a importância do cuidado integral voltado a crianças e adolescentes, reuniu especialistas, profissionais da Rede Municipal de Saúde Mental e estudantes da área da Saúde.

A mesa de abertura contou com as presenças da subsecretária de Saúde, Valdenice Gonçalves; do coordenador de Saúde Mental, Joadson Andrade; da coordenadora do Caps Infanto Juvenil, Liliana Cotias; e da enfermeira referência técnica da Atenção Primária à Saúde, Cristiane Bastos.

Durante a solenidade, Joadson Andrade destacou que os 21 anos do Caps Infanto Juvenil representam uma trajetória consolidada de cuidado, com impacto direto na qualidade de vida dos usuários.

O equipamento de saúde realiza o acompanhamento de crianças e adolescentes com transtornos mentais severos e persistentes, além de oferecer suporte contínuo às famílias. “São 21 anos de história, acompanhando crianças e adolescentes, bem como seus familiares. O Caps Infanto Juvenil vai além do tratamento clínico; ele promove qualidade de vida. Atualmente, cerca de 4 mil usuários são acompanhados pelo serviço”, ressaltou o gestor.

O Caps Infanto Juvenil funciona como serviço de porta aberta, com atendimento gratuito, de segunda a sexta-feira, nos turnos matutino e vespertino. De acordo com Joadson Andrade, não é necessário agendar para ter acesso ao primeiro atendimento. “A família pode procurar diretamente a unidade, onde será acolhida por uma equipe interdisciplinar, formada por psicólogos, assistentes sociais, profissionais de enfermagem e médicos”, explicou.

O coordenador também alertou para a importância da atenção dos pais e responsáveis aos sinais apresentados por crianças e adolescentes. “Qualquer alteração de comportamento deve ser observada. Quanto mais precoce o acompanhamento, maiores são as chances de êxito no tratamento”, enfatizou.

A subsecretária de Saúde, Valdenice Gonçalves, destacou um estudo que aponta o crescimento dos transtornos de ordem psicossocial, como depressão e ansiedade, entre crianças e adolescentes. Segundo ela, “os dados revelam a dimensão do desafio e ampliam ainda mais a nossa responsabilidade diante de um adoecimento cada vez mais precoce”.

A gestora também salientou que o compromisso dos profissionais é fundamental para que a vida dessas crianças e de seus familiares seja impactada de forma positiva. “Parabenizo todos os colaboradores do Caps que lidam diretamente com esse público, oferecendo uma assistência qualificada e humanizada”, frisou.

Liliana Cotias, coordenadora do Caps Infanto Juvenil, também ressaltou a relevância do trabalho em rede, como forma de garantir a inclusão social de crianças e adolescentes acompanhados pelo serviço. “É fundamental fortalecer a articulação com a saúde, a educação e a assistência social. Muitas vezes, esses pacientes enfrentam evasão escolar ou dificuldades de permanência na escola, e o trabalho em rede é essencial para assegurar a convivência social e o cuidado integral”, pontuou.



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