O Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias estaduais, confirmou que o Brasil já contabiliza 90 casos de mpox neste ano. De acordo com a atualização mais recente, a circulação do vírus ocorre de forma moderada, com maior concentração de diagnósticos no estado de São Paulo, que soma 63 registros.
Na sequência aparecem o Rio de Janeiro, com 15 casos, e Rondônia, com quatro. Também foram confirmados registros em Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), além de Santa Catarina, Paraná e no Distrito Federal, com um caso cada.
Apesar do crescimento no número de confirmações, as autoridades classificam o cenário como controlado quando comparado ao início de 2025. Até o momento, predominam quadros clínicos leves ou moderados, e não há registro de óbitos em 2026.
A mpox é uma zoonose viral transmitida principalmente pelo contato direto entre pessoas, especialmente por meio de lesões cutâneas, fluidos corporais ou gotículas respiratórias. Também pode ocorrer transmissão por objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas utilizadas por pessoas infectadas.
Os sintomas iniciais costumam incluir febre súbita, dor de cabeça, dores musculares e aumento dos linfonodos (ínguas). Em seguida, surgem lesões na pele que evoluem de manchas para bolhas preenchidas por líquido. As autoridades de saúde reforçam a importância de procurar atendimento médico diante de sinais suspeitos para diagnóstico e orientação adequados.