Com 164.831 mil votos dos feirenses, Colbert Martins, elegeu-se prefeito de Feira de Santana em sua mais signficativa vitória, e com a maior votação de sua carreira. A disposição, envolvimento, e uma postura mais decidida, de sua campanha e uma mobilização do feirense na reta final , conferiram um mandato para chamar de seu ao atual prefeito.
Evidente que deve encontrar uma Câmara mais ativa, e uma oposição que deu 138.073 votos ao deputado Zé Neto, mas tem por obrigação criar um governo com agenda nova, e novos envolvidos nesse processo administrativo que sejam capazes de melhrar os péssimos serviços da cidade.
A grande dificuldade será estabelecer limites na parceria com José Ronaldo.
A menos de 24h de conhecermos o novo prefeito de Feira ninguém arrisca apontar um favorito apesar do conjunto de alianças que cada um dos candidatos formou para o segundo turno. O grupo de Colbert aposta que o antipetismo prevalecerá e que uma onda final de medo empurrará o candidato para a vitória; já no grupo de Neto existe a aposta que o cansaço do Ronaldismo impulsionará a mudança que o levará a vitória.
É uma eleição que a rejeição é componente tão importante quanto os demais aspectos. Nos grupos de whats app a campanha tem um tom pesado e muito diferente do bom comportamento dos canais oficiais.
Amanhã a noite a cidade saberá quem teve mais bala na agulha nessa reta final. Quem tiver mais disposição, vontade, ação, e firmeza na reta final levará o Paço Municipal e um orçamento de R$1,3 bilhões.
A disputa em segundo turno nos dois maiores colégios eleitorais do estado depois da capital, deu uma especial importância a essa eleição. Feira de Santana e Vitória da Conquista podem passar ao controle do PT, ajudando a refazer o cacife do governador Rui Costa ( PT) que levou um 7x1 em Salvador, de ACM Neto. A perda de um antigo e condicional aliado em Feira de Santana- cidade em que o PT perdeu 4 eleições seguidas- seria uma espécie de revanche contra Neto, guardada as devidas proporções.
O fato é que a sucessão ao governo está sendo jogada e essas duas cidades passaram a fazer parte da montagem do xadrez sucessório, que tem ACM Neto, Rui Costa, João Leal, e Otto Alencar, como líderes principais. É muito provável que a musculatura que o PSD conseguiu nessa eleição estimule o lançamento de candidato próprio ao governo, em uma inversão de jogo entre quem cresceu ( PSD) e encolheu ( PT)
Desse modo, uma vitória do PT nas duas cidades seria uma carta importante para Rui Costa o que tem motivado seu empenho nas duas disputas, assim como ACM Neto, em Feira, apoiando o candidato Colbert, aliado de José Ronaldo.
O jogo está sendo jogado lá adiante.
O evidente crescimento da pandemia da Covid-19 após a retomada das atividades normais, eventos, campanhas políticas, obrigou o Hospital de Campanha a abir novos leitos, assim como o HGCA2 reabriu uma das UTIS que já tinha sido desativada.
A segunda onda da pandemia é real e vai ter muito impacto novamente, pois, encontra uma economia fragilizada, profissionais de saúde exaustos, e uma população no limite da tensão emocional.
Continue fazendo sua parte.