É absolutamente estarrecedor, deprimente, as notícias sobre o Judiciário da Bahia. O Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, apontou a existência de uma organização criminosa para recebimento de propina, venda de decisões judiciais e grilagem de terras envolvendo a cúpula do Judiciário na Bahia. Foram bloqueados R$581 milhões referentes ao processo.
Os valores movimentados, as conversas com grileiros, a continuidade, são absolutamente demolidoras a nossas esperanças de uma Justiça eficiente e verdadeira. Qual será o universo de sentenças que foram compradas e tiveram seus resultados alterados?
Saber que há pessoas com formaçao superior, em cargos vitalícios, ocupando o grau mais elevado de uma profissão, e em quem se deposita as melhores esperanças, que não se conforma com seus bons rendimentos e se presta a vender sentenças judiciais é absolutamente paralisante. A pantanosa situação da Justiça da Bahia é arrasadora.
Esperamos que sejam punidos e não apenas aposentados com salários integrais.
Nesse domingo( 17) o Brasil foi às ruas protestar contra o Ministro Gilmar Mendes, do STF. Os protestos aconteceram em várias cidades do país e de forma intensa nas redes sociais.
GIlmar vem se caracterizando pela falta de limite ético- ele não se declara impedido de julgar nem o pai de uma mulher da qual ele foi padrinho de casamento-, arrogância, um completo desrespeito a liturgia do cargo. Gilmar tem feito referências em termos chulos e agressivos a outros membros do Poder Judicário, mostrando total descontrole, além de manter uma polêmica Universidade que recebe patrocínio de empresas com ações no Supremo.
Ele, também, tem sido pródigo em conceder habeas-corpus a criminosos contumazes, incluisive ao médico Roger, acusado de vários estupros, em situações controversas juridicamente.
Nunca antes na história desse país um Ministro da Suprema Corte tinha motivado tamanha mobilização. É um sinal claro que a população está insatisfeita com suas atitudes.
É preciso pressionar o presidente do Senado para votar o impeachment, ou tudo ficará igual.
O Instituto Terra Brasil publicou o ranking de cobertura de Saneamento Básico entre as 100 maiores cidades do Brasil e os resultados para Feira são péssimos.
A cidade caiu de 42º lugar, em 2018, para o 48º lugar, em 2019. Vitória da Conquista está em 5º lugar e Campina Grande, em 28º. O investimento da Embasa, em Feira, nos últimos cinco anos foi de R$240,72 milhões, mas a arrecadação foi de R$664,26 milhões. A taxa de cobertura em nossa cidade fica em torno de 60%, muito longe das metas consideradas ideais.
Quanto maior a cobertura de água e esgoto, menores são as mortes por diarreia e o número de crianças internadas, com menor custo para a rede de Saúde e menos dor para as famílias, por suas perdas.
As condições de saneamento básico que nos é ofertada pela Embasa ainda fazem de Feira, uma cidade selvagem.
São 130 anos de roubo, derrama fiscal, impunidade, serviços ruins, miséria social, e instituições fraudulentas.
Depois do "fumei, mas não traguei", de Clinton; do "esqueçam o que escrevi", e do "assinei sem ler', de FHC; do "eu não sabia de nada', do Lula; do 'ganhei o relógio, mas não usei', de Jacques Wagner; eis que surge o "pedi a senha, mas não acessei" - os 600 mil sigilos fiscais-, de Dias Toffoli.