É absolutamente vexatória e indigna as condições do Detran e, mais ainda, do Complexo Policial Investigador Bandeira, que não tem a mínima manutenção. É constrangedor ao cidadão comum que vai a um desses dois orgãos em busca de serviços. Não é esse o padrão que deve ser oferecido ao cidadão da segunda cidade do Estado.
Por outro lado, é absolutamente vergonhosa as condições das faixas de pedestres de quase todas as ruas, sem nenhuma renovação, chegando mesmo ao completo desaparecimento em vários locais o que coloca a vida de muitas pessoas, incluindo idosos e crianças, em risco. É urgente essa recuperação. Outro tema que merece atenção são os pontos de ônibus: o descaso com a iluminação de muitos deles, é evidente.
É preciso mais cuidado e respeito do Estado e da Prefeitura com as coisas da cidade.
O presidente do Senado, David Alcolumbre, saiu com a estapafúrdia e diversionista proposta de convocar uma nova Constituinte, já que tantos acham a PEC da Segunda Instância tão importante.
Por outro lado, Maia, o "Botafogo" das planilhas da Odebrecht, foi contra essa ideia. É tudo um jogo de cena, pois, o que eles não desejam mesmo é reduzir a impunidade e por isso ficam dizendo que não querem enfrentar o STF, embora o próprio Toffoli, em seu voto tenha jogado a bola para o Congresso, dizendo que ele podia criar medidas para superar esse impasse mesmo sem mexer no Artigo 5º da Constituição que é considerado claúsula pétrea por muitos.
Há, no entanto, segundo juristas, medidas que poderiam ser tomadas que permitiriam a prisão em Segunda Instância, o que é um ato civilizatório.
A Sociedade precisa manter-se mobilizada e exigir que o Congresso encontre meios de viablizar a aprovação desta medida.
Não acredite, brasileiro, que em um Congresso com vários acusados de corrupção, cúmplices de projetos de saques aos cofres nacionais, como o que temos, uma alteração da Constituição, do Código de Processo Penal, ou do entendimento do trânsito em julgado, se fará de maneira fácil. Ali, raramente, se age a favor do povo, de forma espontânea. Até porque, muitos já apelam ao argumento de ser cláusula pétrea, embora o próprio STF tenha mudado de opinião por 3 vezes, em 11 anos, sobre a prisão em Segunda Instância..
Portanto, o cidadão brasileiro está diante de um dos momentos mais decisivos da vida: ou vai às ruas, às redes sociais, aos parlamentares, ou continuará pagando os custos da corrupção, e exposto a violência, incluindo estupro, tráfico, assassinato, por aqueles que não estiverem com prisão preventiva decretada.
A lei não irá retroagir para Lula ou Azeredo, portanto não se deve confundir a luta que foi travada para soltar Lula, com a luta para a manter a prisão em Segunda Instância. Essa, é um ato civilizatório que iguala o Brasil aos países mais desenvolvidos. Somos, praticamente, o único país a prender só após autorização da Suprema Corte, algo que não acontece, pois, com o cipoal de recursos, as milionárias bancas de advogados conseguem a prescrição do crime.
O que está em jogo é o futuro e a saída dessa condição vergonhosa em que fomos recolocados e que nos mantém como paraíso criminal. Todo aquele que deseja fazer algo pela família , pátria, ou por quem ama, tem a decisão na mãos, pois, só a pressão popular será capaz de impor a decisão de mudança ao Congresso.
Lutemos, ou sofreremos as consequências da desistência.
Um bom público compareceu ontem ao Museu de Arte Contemporânea (MAC) para um triplo lançamento de livros: do escritor Antonio Brasileiro ( O Anjo no Bar), do contista Uacaí Lopes, e do poeta Silvério Duque, esse, da nova geração de poetas feirenses.
Brasileiro é dono de uma requintada obra poética, com repercussão nacional e internacional, além de pintor, professor, e um grande incentivador da arte, em Feira. Essa nova Antologia Poética contém poemas compostos em diversos períodos, e que representam com singularidade especial a magnífica obra do artista.
É certo que a Cultura da cidade precisa ser mais autorreferenciada, e contar com mecanismos de apoio mais amplos e sistematizados que permitam sua ampla divulgação e conhecimento entre a população.
Feira continua sendo um grande universo produtor de arte e precisa ser reconhecida e vista, cada vez mais, sob esse aspecto positivo.