Há 8 anos um movimento de diversas entidades solicitou a instalação de uma Delegacia da Polícia Federal, em Feira, maior entroncamento rodoviário do Nordeste e porta de entrada para Salvador.
O Ministério Público Federal chegou a propor uma ação civil pública para instalação da Delegacia, pois, segundo a ação, " não é compatível com a realidade feirense a instalação de um simples posto, sem quadro próprio, com apenas um delegado, dois agentes e um escrivão, que nem sequer estão lotados na cidade e são substituídos após um período de um a três meses (regime de substituição)".
Em 2008, o MPF instaurou inquérito civil para acompanhar as medidas que vinham sendo adotadas pelo Departamento de Polícia Federal para instalação da delegacia em Feira de Santana.
"De acordo com o procurador da República Marcos André Carneiro Silva, essa situação favorece um considerável fluxo de pessoas, mercadorias e dinheiro e, ao mesmo tempo, é determinante para um elevado índice de criminalidade, sobretudo sonegação de tributos, descaminho, contrabando, moeda falsa, crimes contra telecomunicações, estelionato, tráfico de pessoas e entorpecentes, entre outros"
Estamos em 2019 e a Delegacia continua sem ser instalada.
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Em um correto pedido o vereador José Carneiro pediu esclarecimentos ao prefeito sobre o Shopping Popular: cópia dos contratos, composição do Comitê Gestor, percentual que ficará para a PMFS, se há venda de espaço no estacionamento. Enfim, algumas das perguntas que todos gostariam de saber para tornar mais transparente a composição do valor desse aluguel, afinal, a contrução tem benefícios públicos e os camelôs reclamam do preço do alguel, como se pode ouvir em várias entrevistas nas rádios em que diziam que o começo seria ainda mais díficil pela falta da clientela.
Aliás, porque não escalonar o aluguel progressivamente permitindo que o camelô, nessa fase de implantação, com clientela reduzida, tenha alguma facilidade?
Fez bem o vereador em tentar clarear o debate.
A Embraer entregou à Força Aérea Brasileira (FAB) o primeiro avião de transporte multimissão KC-390 em cerimônia realizada na Base Aérea de Anápolis Ele é capaz de realizar diversas missões, incluindo apoio humanitário, evacuação médica, busca e salvamento, combate a incêndios florestais e capacidades superiores de transporte e lançamento de carga e tropas, além de reabastecimento em voo.
"Equipado com dois motores turbofan International Aero Engines V2500, aviônicos de última geração, uma rampa traseira e um avançado sistema de movimentação de carga, o KC-390 pode transportar até 26 toneladas a uma velocidade máxima de 470 nós (870 km/h), com capacidade de operar em ambientes austeros, incluindo pistas não pavimentadas ou danificadas. A aeronave pode transportar tropas, paletes, veículos blindados e helicópteros"
É um extraodinário feito de nossa engenharia através da Embraer. E no mesmo país que não consegue dar saneamento básico a sua população, como mostra matéria do Tribuna Feirense.
Após a Representante do Alto Comissariado da ONU, Michele Bachelet, dizer que houve redução do "espaço democrático" no Brasil, e criticar o alto número de mortes por policiais, Bolsonaro disse que ela defende "direitos humanos dos vagabundos"e fez um feroz ataque pessoal a ex-presidente chilena, falando que o pai dela- torturado, à época, e já morto-, queria implantar a ditadura no Chile.
O desmedido ataque que passa da defesa do Estado para ofensa pessoal, é um retrato da ferocidade do Presidente e do seu estilo rasteiro e beligerante.
O tom, mais uma vez foi acima demais.
Bolsonaro tem interferido no COAF, na Receita Federal, e tenta achar um MP que lhe atenda mais do que recomenda a boa relação institucional. Também tem, em seguidas ocasiões, constrangido o Ministro Moro, aplicando a velha tática do morde e assopra. Um hora diz que ele é patrimônio nacional, em outra diz que o representante da AGU- Advocacia Geral da União, é mais "supremável"do que ele. É o estilo Bolsonaro.
Foi assim com o COAF, retirado do Ministério da Justiça e repassado ao Banco Central, com o pedido para dar uma " segurada" no projeto anticrime, e com a declaração de que ele é que manda e não o Ministro, na nomeação do Diretor Geral, da PF. Também disse que não tem compromisso com Moro, no STF - radicalmente o contrário do que dizia antes-, como pode ser visto nos diversos sites.Além disso, há o corte do orçamento para a PF que vai receber menos do que Moro pediu.
Hoje, por fim, usou a Folha de São Paulo para dizer que está tudo pronto para trocar o Delegado Geral da PF, nomeado por Moro, e que vem fazendo um excelente trabalho com apreensão recorde de droga, prisão de hacker, etc.
O Ministro resiste, mas Bolsonaro partiu para a finalização ao colocar publicamente o fato. Moro, por sua vez, deixou uma entrevista coletiva hoje pela manhã, ao ser perguntado sobre a declaração de Bolsonaro.
Como Ministro não pode mais que Presidente, ou Moro demite- engordando demais o sapo que tem engolido-, ou se demite e deixa o risco para Bolsonaro, afinal, uma pesquisa que saiu ontem mostrou Moro com 51,6% de aprovação popular, muito mais que o Presidente, inclusive.
O compromisso de Bolsonaro com o combate a corrupção, está sendo enfraquecido. A dúvida é se Bolsonaro quer limar Moro para ser menos uma sombra em 2022, se quer indicar todos os cargos do Estado com aval de família,para ter controle total, além dos limites éticos institucionais, para proteger o filho -motivo que o levou a querer trocar o delegado, no Rio, mudar o COAF, e limitar a Receita-, ou todas as respostas anteriores.
Bem, Bolsonaro precisa ser lembrando que, com a saída de Moro, muita gente desembarca de seu governo.