Sérgio Moro disse que o combate a corrupção tem sofrido reveses, mas avançado.
“O presidente Jair Bolsonaro tem um compromisso com a prevenção e o combate à corrupção. Esse foi um dos temas centrais que me levaram a aceitar esse convite [para o ministério]. Eu creio que o governo tenha avançado nessa área. É claro que, às vezes, há alguns reveses. Mas nós temos avançado no enfrentamento da corrupção”, afirmou Moro.
O combate a corrupção tem continuado com as operações da lava-jato, ainda que em número menor; a PF tem feito apreensões de drogas em um volume muito maior que no passado; e o índice de crimes violentos caiu mais de 20%. É um excelente resultado para o Ministro apesar do esforço menor do que o esperado feito por Jair Bolsonaro, especialmente pela necessidade de proteger seu filho.
Bolsonaro precisa entender que fragiliar o combate a corrupção e ao trabalho do Ministro pode gerar um novo incêndio em seu caminho.
É absolutamente estarrecedora a revelação da farra das passagens pagas pela Usina de Itaipu para famílias de Ministros do STF viajarem para o exterior. É um escândalo que desmoraliza a Justiça brasileira e expõe ao mundo o pior de nosso Sistema Judiciário, afinal, estamos falando da Suprema Corte do Brasil.
Os Ministros, especialmente GIlmar Mendes, beneficário de patrocínios, deveriam ter um mínimo de vergonha dessa dolorosa e violenta degradação a que submentem a nação, mas sabemos que não terão.
O STF desmoralizou-se.
A vitória de Cristina Kircnher nas eleições Argentinas coloca o país em uma sinuca de bico. Só a possibilidade da vitória da chapa da ex-Presidente fez a Bolsa de Valores cair 30% e o risco país subir violentamente. É um sinal do que espera o futuro do paós vizinho. Caso Cristina vença teremos o retorno de uma equipe acusada de desviar milhões de dolares, perseguir opositores, e que resultou no assassinato do Procurador Geral às vesperas de fazer uma denúncia contra a Presidente que estava no poder.
Caso venca Macri teremos mais do mesmo e um Presidente que foi incapaz de fazer as reformas necessárias e que está entregando a Argentina em crise.
Ambos os candidatos representam, por motivos diferentes, um sinal de péssimo futuro ao país. La Mano de Dios já fez pelos Argentinos tudo que podia fazer; agora, é torcer pelo diabo menor.
Bolsonaro utiliza a vulgaridade como instrumento de manipulação da extrema imprensa, que vive presa em suas escatologias- achando, erradamente, que irá destruí-lo por aí-, e para sedimentar um público que compactua com seu jeito.
O problema é que Bolsonaro não faz isso como estratégia, apenas, pois, como ele mesmo disse, ele é assim. Também, não se pode cobrar liturgia de um cargo que vem ocupado, sistematicamente, por desqualificados morais, e intelectuais, ou corrupto seriais.
Acontece, no entanto, que a vulgaridade é um instrumento perigoso ao seu capital político porque mesmo à vulgaridade há limites. Ela impõe desgastes ao simbolismo, ao poder natural do cargo, e se o fortalece junto a determinado eleitor, o enfraquece a outro determinado conjunto. Nós já provamos de presidentes fortes demais e frágeis demais. E nenhum resulta em uma boa condução do Estado.
A presença de uma família convulsa- a quem ele quer servir filet mignon-, que o obriga a ultrapassar limites, a vocação para a piada de baixo clero, acabam por gerar instabilidades, que se tornam um fator de risco ao projeto econômico, e precisa ser administrada, já que não se pode esperar que ele mude.
O governo tem uma agenda ótima, avanços sensacionais em Infra-Estrutura, uma reforma da Previdência necessária, em fase final de aprovação, um necessário pacote anticrime a ser aprovado, uma lei de liberdade econômica, e ações de desburocratização, que precisam ser preservadas, apesar de limites a serem estabelecidos.
O entourage do presidente precisa entender que o sucesso da agenda não pode ser boicotado por excessos presidenciais, nem pode ser permitido que ele transforme a Presidência em um feudo para ações pessoais.
O Brasil acima de todos, inclusive do Presidente.
O padre Fábio de Mello fez uma postagem no Tuitter sobre a saidinha no Dia do Pais sobre Alexandre Nordoni, condenado por matar a filha.
A postagem dizia: "Não entendo de leis, mas a 'saidinha' deveria ser permitida somente no dia de finados - para que visitassem os túmulos dos que eles mataram".
Isso foi o bastante para que os talibãs virtuais o massacrassem fazendo todo tipo de acusação rasteira, e sem sequer debater o tema. Era apenas agressão de cúmplices, e defensores ideológicos do relativismo moral.
O volume foi tamanho e tão agressivo que o padre decidiu sair do Twuitter dizendo que aquele era um lugar que não estava fazendo bem.
É terrível esse tempo de linchamento virtual desprovido de questionamentos e baseados em xingamentos.
È a história que se repete: crucificam o Padre para defender os criminosos