É evidente, cristalino, indiscutível, que Gilmar Mendes já não reúne condições morais de ser Ministro do STF, pois, desmoraliza a casa, apequena os colegas, não só por ser a “ mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia”, mas por tripudiar com a Sociedade.
O desastrado ínicio do ano letivo, em Feira, expôs as fragilidades e as dificuldades do sistema educacional do munícipio, um preço que será cobrado a Secretaria Jayana Ribeiro e ao ex-prefeito José Ronaldo. Pesa, sobre a Secretaria, a longevidade. Raros governantes, incluindo secretários, tem a oportunidade de permanecer tanto tempo em um cargo. Esta longevidade favorece a implantação de um modelo pedagógico - fator mais fundamental no salto educacional-, o que nem sempre é possível em curtos períodos nos quais o maior trabalho consiste em criar suportes estruturais e resolver as demandas cotidianas da gestão. A longevidade exige um projeto, um modelo, e deve ser julgado por isso, e não pelos atos administrativos de rotina.
A verdade- e o Tribuna Feirense fez diversas matérias sobre o tema-, é que o IDEB de Feira avançou menos do que deveria avançar diante de uma administração que ocupa o poder de forma tão longeva. Não conseguimos bater as metas estabelecidas pelo governo, para o conjunto da educação, embora pontuais escolas tenham um melhor desempenho. E, se não batemos a meta é porque falhamos, é porque as estratégias adotadas estiveram equivocadas, ou aquém do necessário. E essa conta precisa ser repartida por administradores, professores, Conselho de Educação, e Sociedade, como agente regulador.
Reconheça-se que o governo municipal e a Secretária inauguraram, nesse último mandato de Ronaldo, uma série de escolas, mas como já dissemos, o avanço da educação tem a estrutura como condicionante, mas não como o fator primordial,e , para evitar um erro de entendimento, reafirmo que não estou dizendo que não seja importante.
O que fica claro, no entanto, pelos resultados do IDEB, e pelo desastrado ínicio de ano é que a Secretaria de Educação já cumpriu seu papel. Caso Colbert queira apresentar algo de relevante nesse setor terá de produzir ações muito mais determinante e com outro modelo, pois, insistir no mesmo, não produzirá resultados diferentes. E nossos estudantes precisam de mais do que esse começo de ano letivo.
Os garotos eram bons de bola, não se pode negar. Jovens, já a tratavam com a intimidade que só os amantes de longa duração conseguem ter. Nisso, está um tanto da beleza do futebol: embora seja a mesma bola e o mesmo lance, nenhum jogador o comete como o outro. Há sempre alguma coisa de inaugural, de reinvenção, ao longo dos tempos, desde que foi criado há mais de 2000 anos e os ingleses lhe deram essa forma moderna.
Por isso, há qualquer coisa de divino- e podemos falar de divino no nosso futebol, pois, Pelé, o inventor da realeza, maior de todos, é brasileiro, e, Baiaco, baiano-, quando um garoto entra em campo, recomeçando, com ou sem pernas tortas, a refazer as pegadas na grama deixadas por seus ídolos- no Flamengo, por Zico, um dos grandes-, e vai afinando, polindo a arte bruta que será, muitas vezes, a sua, e de sua família, tábua de salvação.
Não, não é um garoto que entra em campo, é um projeto, um resgate de vida possível, seja por uma defesa impossível de ser feita que é feita, um passe num espaço inexistente, que é criado, ou um gol, essa sentença de glória e morte, em uma peleja de dois times, que consagra o autor e arrasa de êxtase o coração da torcida.
Ah, há tanto a ser narrado, a ser celebrado, tanta beleza, em um garoto que entra em campo, em um craque que ensaia e anuncia seus espetáculos de magia, que as três deusas que fiam o fio da vida, por vezes se distraem. E quando elas se distraem, como se distraíram no meu Flamengo, vem uma dor tão lancinante, uma dor tão terrível de ser doída, que não é dor possível de ser imaginada.
E a morte pelo fogo, inocentes e indefesos, em um alojamento improvisado que os encarcerou em um forno de metal, executado com gambiarras, sem autorização, notificado trinta vezes da ilegalidade- como trinta vezes e continuou a funcionar?-, e, provavelmente, necessário por falta de planejamento e montado para redução de custos em uma equipe milionária, passa da tragédia, para a morte culposa; do acidente, para a estupidez absoluta e indispensável de punição. Serão infinitos lances amputados de suas existências, centenas de gols, que nunca acontecerão, incontáveis abraços de suas famílias que ficarão no ar, no vazio, no não acontecimento. E eles não serão refeitos.
Os garotos eram bons de bola, não se pode negar, mas seus sorrateiros adversários- a irresponsabilidade e a morte- sabiam driblar melhor. Agora, só nos resta gritar seus nomes nos estádios para que nunca esqueçamos das glórias que lhe sonegamos- cobrando as responsabilidades-, e para que saibam que estarão sempre nos encantando, imaginariamente, com os lances geniais que só eles criariam. E descansem, com o jogo da vida cumprido
As festas coletivas estão se tornando um risco, em Feira. Em pelo menos três, as confusões por muito pouco não resultaram em morte. Na do Shopping, documentado em vídeo, um advogado agrediu ferozmente um policial civil e está sendo acusado de dupla tentativa de homícidio, por ter disparado contra o policial caído, indefeso, e contra um caminhoneiro que tentou separar a briga.
Var ser preciso um controle cada vez maior, mais severo, de quem promove essas festas e um aumento do número de seguranças para evitar casos como os que aconteceram. Por muito pouco, esses casos, não se converteram em tragédias.
Durante anos não se teve notícia de atraso no ínicio do ano letivo nas escolas municipais por falta de merenda e material escolar. Esse ano, sob a gestão de Colbert Martins a falha aconteceu: há problemas com a merenda, fardas, livros, cadeiras. O que será que aconteceu com o eficaz planejamento anterior? Segundo a Secretária de Educação imprevistos acontecem no serviço público. Colbert, infelizmente, pagará o preço do imprevisto ter acontecido exatamente no seu governo, apesar de antes funcionar tão bem.