Nós, da geração baby boomers aos millennials, passando pelas gerações, X, Y, Z, estamos vivendo algo histórico: a revolução sem armas, causada pela informática e a internet, que ainda irá, para o bem e para o mal, se converter na principal invenção, ou mais transformadora, da humanidade.
Nela está incluído o fim da representação coletiva e o advento da representação individual, mas com a supremacia de uma linguagem universal ( em breve futuro todos falarão todas as línguas via tecnologia), de conteúdo superficial em detrimento do profundo, de difícil assimilação.
Do mesmo modo, com o alvorecer do individualismo, da incapacidade de frustração e de renúncia individual, assistiremos a fragmentação violenta das relações duradouras, dos vínculos de permanência, como meio de evitar o sofrimento, e o peso da perda, ou do não. Assim como estamos nos desobrigando da sensação de dever com os pais.
Além disso, o que estamos a presenciar, a partir da China, e nem Deus - que Einstein disse que não jogava dados com o Universo-, sabe qual limite terá, é a manipulação genética como criadora de uma nova espécie, não mais natural, e inteligência artificial, como instrumento de controle da sociedade e classificação de cidadãos. Há minorias chinesas já controladas e monitorizadas pelo governo e mesmo cidadãos das maiorias já sofrem toda uma regulação comportamental. O sonho do controle social das ditaduras comunistas, que tentaram ao custo de milhões de vítimas, está chegando via tecnologia.
O resto do mundo ocidental não ficará para trás e sob o disfarce dos benefícios, ou desculpa, de segurança, implantarão seus modelos. E, a esse modelo de totalitarismo tecnológico- muito mais difícil de ser classificado, e de ser percebido como tal-, teremos muito mais dificuldade de combater, pois, será difuso, controlador, antecipador de todas as ações.
O que nossa geração está vivendo é uma revolução histórica política e social: o fim da privacidade, como a conhecemos e um estilo de liberdade condicional para todos.
Somos, todos, dinossauros. E o futuro está vindo.
Não existe um único culpado para a tragédia anunciada de Brumadinho que já tem 58 mortes, 305 desaparecidos e cenas apavorantes de serem imaginadas como a do ônibus com operários soterrados pela lama, ou da pousada varrida do mapa. Pensar no terror dos passageiros, até o momento da morte, o desespero dessas pessoas, é uma imagem além das forças do humano. Não se podia esperar da mesma Vale, uma tragédia igual, após a destruição do Rio Doce e 19 mortos de Mariana . Ao que parece, a empresa que aumentou os bônus de sua diretoria ano passado, nada aprendeu.
A Vale, no entanto, não é a única culpada. Deputados mineiros aprovaram projeto que fragilizava a aprovação das barragens; o governador Pimentel, aprovou; na Câmara de Atividades Minerárias, do mesmo governador, o risco foi rebaixado, sob a benção do Secretário Germano Vieira, herança que o novo governador adotou. É o braço político desse assassinato em massa.
O governo Bolsonaro, certamente por ter militares acostumados a esse tipo de intervenção, deu show de agilidade, ao contrário do governo Dilma que levou uma semana para sobrevoar a região. Bolsonaro fez pronunciamento que responsabilizou a Vale, despachou Ministros, criou Comitê de Crise, aceitou ajuda internacional de equipes especializadas, e sobrevoou a região no dia seguinte.
Diversas instituições anunciaram multas a Vale. Como bem mostra a tragédia de Mariana elas costumam resultar em nada( das 58 multas, menos de 1% foi pago pela Vale).
O que o país espera é que os diretores da Vale sejam afastados e detidos; que a empresa seja punida de verdade( não foi, até agora, em Mariana), como autores de um crime bárbaro, de uma tragédia que já havia sido anunciada na tragédia anterior. E que nem assim, foi evitada.
A guerra tóxica das redes sociais parece não ter fim. De uma lado militantes bolsonaristas levantando a suspeita, inconsequente, de que Jean Wyllys, o deputado LGTB, tenha algo a ver com o atentado a Bolsonaro pro conhecer o autor do atentado: Adélio. Do outro lado, esquerdistas, apontando Flavio Bolsonaro como responsável pela morte da vereadora Marielle, por ele conhecer e ter empregado a mãe do miliciano que é líder do Escritório do Crime, responsável por execuções no Rio de Janeiro.
Em ambos os casos tudo não passa de especulação e jogo baixo nas redes. São acusações que extrapolam os limites e se tornam algo muito sério, com grande repercussão. Não se pode sair por aí permitindo esse tipo de jogo sujo de nenhum dos lados. Fatos devem ser apurados, claramente, antes que acusações desse quilate sejam lançadas ao público.
Não é possível que esse mundo virtual continue anônimo e sem lei.
Não há nenhum bem pelo qual vale mais a pena morrer do que a liberdade; mas não há nenhuma morte mais injusta do que morrer pela liberdade que foi usurpada por um ocupante do poder.
Assim, me solidarizo com cada familiar, cada cidadão, com os encarcerados, com os que vão morrer, pelas mãos de um carniceiro como é o ditador Maduro, na Venezuela, na luta pela liberdade, para recuperar o direito de ir e vir, de viver dignamente, no país com a quarta reserva de petróleo do mundo.
A ditadura de Maduro, herança maligna do tosco bolivarismo de Hugo Chávez, não passa de um projeto de corrupção que já roubou mais de U$450 bilhões de dólares do país. Enquanto isso, a Venezuela segue sem comida, sem remédios, sem emprego, com mais de 3 milhões de refugiados em outros países, e uma hiperinflação estratosférica.
Diante do caos, há os que fogem, as que se prostituem, os que roubam, os que comem animais para sobreviver, sob a selvageria das milícias armadas de Maduro, que matam, perseguem, torturam. E há os que compactuam por medo e por interesses. É um retrato do pior e do melhor que há no humano.
E há os que lutam, e os que morrem. Por isso, em cada cadáver, cada criança morta, cada esfomeado, cada família torturada, existe a mão dos esquerdistas, dos intelectuais e artistas brasileiros, que apoiaram e deram sustentação a essa barbárie. A declaração de Lula de que na Venezuela havia democracia demais e a ida de Gleisi Hoffmann a posse de Maduro, apenas atestam a identidade que os une no pior da política e da ideologia.
A prova definitiva que a longevidade do regime foi o aval do governo brasileiro na era PT é que bastou a mudança de presidente para que a América Latina levantasse a voz e a ditadura começasse a ruir. Talvez, tivéssemos agido antes, houvesse uma alternativa mais segura do que a insurreição atual que pode resultar até em uma guerra civil, diante de um líder inescrupuloso. Agora, já não restam alternativas. É hora de saber quem se alinha ao lado dos ditadores e quem se alinha ao lado dos que lutam pela liberdade.
Os Venezuelanos resistem. Arriscam suas vidas e estão morrendo em busca de um bem que nunca lhes poderia ter sido tirado. E sua resistência é o que há de melhor, mais digno, mais nobre, pois, nós sabemos de suas dores, porque nada do que é humano nos é estranho. Os sinos dobram por todos nós. Venezuela livre.
Pode parecer que a gente não tem nada com isso, mas o diabo é que o isso tem muito a ver com a gente. Desde a aposentadoria de Sarney, o honorável bandido, que Renan, simboliza o monstro do pântano que ressurge para ocupar os corações e mentes de senadores useiros e vezeiros em toda sorte de bandidagem oculta no Congresso Nacional.
É gente que nem coragem de votar e ser votado, às claras, tem e precisa do voto secreto.A luta por um Brasil que avance- ainda que aos trancos e barrancos- não pode permitir que alguém que já renunciou por ter sua amante sustentada por uma empreiteira, e tem 18 inquéritos no STF ( mas a Justiça brasileira pouco orgulhosa, parece que nem liga para o achincalhe) comande o Senado Federal e esteja na linha sucessória da presidência.
Renan precisa de um basta. E você tem muito a ver com isso.