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César Oliveira - 27 de Dezembro de 2017 | 17h 33
São estarrecedoras as frases ditas por nossos líderes políticos, mas ainda mais graves são as frases ditas pelos nossos representates da lei. Uma ideia da miséria moral e cumplicidade que vivemos. Abaixo, selecionei o que considero as mais simbólicas e importantes.
Eu me referia a uma preocupação de caráter moral — pergunta o repórter, Macedo, sobre o auxílio-moradia pago a juízes e procuradores mesmo quando tem casa na cidade.
— Não estamos com essa preocupação. Não é uma pauta nossa — respondeu Roberto Veloso,o presidente da Associação de Juízes Federais
"A gente acredita que se fosse pela égide da PF, essa investigação teria que durar mais tempo, porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime"
( Fernando Segovia, novo diretor da PF, em declaração sobre a mala de R$500mil encontrada com o ex-assessor de Temer, mas que não é o bastante.
"Tem de manter isso daí, viu"
( Michel Temer em gravação com Joesley, o notório bandido, da Friboi, sobre compra do silêncio de Cunha)
“Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”, Líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR)
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Cesar Oliveira - 16 de Dezembro de 2017 | 08h 41
Assim como nossos heróis morreram de overdose, os sonhos coletivos estão morrendo também. Nossas melhores intenções- a liberdade, fraternidade, igualdade, o esforço como meio para o sucesso, o amor eterno e a barriga sem Chopp- encheram o inferno de fracassos.
A combinação de um protagonismo insustentável que torna o indivíduo um universo autocentrado, ávido de recompensas e retroalimentação, a consumir o pior de si em canibalismo autofágico, e a lenta, continua e irreversível perda do idealismo como um bem e motivação, foram luindo continuamente a sociedade e seus valores. Crescer tornou-se nada menos que despedir-se das ilusões, todas aquelas que um dia já preencheram nossas melhores ações e esperanças.
Os discursos civis foram traídos, a pátria foi apartada de nosso pertencimento, e a exposição nua e crua dos podres poderes retirou o glamour de muitos heróis revelando facetas nunca antes imaginadas. Privados dos mitos, sem fio de Ariadne, estamos adentrando o labirinto, sem guia de retorno.
Já não temos líderes, e a verdade é que está ficando cada vez mais impossível ser herói nestes tempos de escandalosa e incontrolável exposição. Não há mais segredos ocultos nas biografias e, também, já não lutamos pelos corações e mentes; no máximo, pelo fim de noite.
Não sonhamos mais juntos pelo temor que pareçamos tolos, que abusem de nós, e que o mais puro de nosso coração seja explorado pelos aventureiros e oportunistas. Compartilhamos apenas mobilizações momentâneas, refreados na nossa entrega plena pelas incertezas e medos. E o medo é uma ilha.
A modernidade líquida não é só desapego e volatilidade, mas uma individualidade bruta, arcaica, devastadora, que superficializa todo nosso legado de humanidade, dessacraliza nosso imaginário e nos tira a ambição da perenidade que sempre nos conduziu ao infinito e além. Já não erguemos altares, ou catedrais.
De algum modo, entre a cozinha gourmet e a falência das ideologias, fomos nos tornando o que nunca fomos: mortais.
Não sei o caminho, nem como se faz esta lavoura da salvação, mas sei que devemos voltar a cobiçar a eternidade, pois, os ventos do norte já não movem moinhos e nossos sonhos coletivos já morreram todos.
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Cesar Oliveira - 13 de Dezembro de 2017 | 11h 26
Em debate realizado no programa Rotativo News, comandado por Joilton Freitas, na Rádio Sociedade, o prefeito José Ronaldo, fez algumas afirmações: que depende de apoios e condições objetivas para disputar o Senado, embora não tenha sido mais explícito do que isso em suas definições; que seu grupo tem condições de enfrentar o governador Rui, candidato a reeleição, que é apenas um candidato dentro da média, sem nada de excepcional; que vai sim, participar de sua sucessão e que não se afastará deste processo, independente de exercer o mandato até o fim ou não; que não enxerga neste momento nenhum candidato preferencial a Presidência da República e que não acredita na candidatura de Lula ou vitória de Bolsonaro.
O prefeito afirmou, também, que a Lava-Jato vai impactar a política pela falta de verbas dos empresários para financiamento das campanhas; que é contra extinção do TCM; que as questões de mobilidade urbana só podem ser resolvidas com a viabilização do Shopping Popular, que não acha que houve retardo de intervenção da Prefeitura e que o excesso de candidatos a deputado em seu partido é um risco, pois, pode não eleger ninguém e que o legado que gostaria de deixar é de ter sido um político honesto. O prefeito foi entrevistado por César Oliveira, Diretor do Jornal Tribuna Feirense; Jair Onofre, radialista, do site Bahia na Política, e o jornalista Carlos Augusto, do Jornal Grande Bahia.
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Cesar Oliveira - 11 de Dezembro de 2017 | 10h 16
Com um almoço e palestra de Ângelo Pinto sobre O ínicio da Colonização de Feira de Santana, o Instituto Histórico e Geográfico encerrou seu ano de atividades. Além disso, foram entregues diplomas aos novos sócios e distribuido a Revista de nº 14.
O Instituto tem feito um trabalho significativo pela preservação da memória da cidade e merece o apoio e reconhecimento da Sociedade civil feirense.
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25 de Novembro de 2017 | 22h 32
Um ano da morte de Fidel; sem grandes eventos. O dia foi normal para a difícil vida dos cubanos. Não houve feriado e aconteceram apenas pequenos eventos localizados. Às vésperas das eleições que irão definir os próximos 600 representantes do povo, escolhidos por uma Comissão Eleitoral (300 indicados pela Comissão e 300 entre os 15 mil filiados do partido), Cuba segue com o seu futuro incerto. Serão 600 candidatos para 600 vagas.
O eleitor apenas referenda os candidatos indicados em um simulacro de eleição democrática, como anunciam os outdoor. "Não se conhece o pensamento dos candidatos, apenas os detalhes revelados da biografia de cada um", nos conta Reinaldo Escobar, marido de Yoani Sanchez, entrevistada hoje com exclusividade para a Tribuna Feirense.
O próximo ano deverá ser o último de Raul Castro (atual líder cubano eirmão mais jovem de Fidel Castro) no poder e todos estes movimentos ganham ainda mais importância no complicado xadrez político da sucessão cubana. Raul deverá continuar como Secretário Geral do partido, o verdadeiro cargo com poder, nos alerta Reinaldo, podendo demitir o Presidente, se desejar.
A entrevista completa e as últimas impressões em Cuba, publicaremos em nosso retorno .