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César Oliveira - 04 de Novembro de 2017 | 13h 57
O currículo de realizações do Ministério dos Direitos Humanos é escasso. Não deve ocupar uma página. Não se tem notícias de contribuição fundamental da Ministra que o dirige para melhoria do padrão de Justiça Social do país, entretanto, Luislinda Valois, gastou 200 páginas de uma petição para pedir que o teto Constitucional de R$33,7 mil seja violado e seu salário seja somado à aposentadoria de R$30.400 como Procuradora aposentada, alcançando o valor de R$61 mil reais.
Uma jurista querer violar a Carta Magna já soa absurdo, mas os argumentos usados por ela é que estarrecem os brasileiros, pois, mostra um total descolamento da realidade e uma insensibilidade descomunal. Em sua aloprada petição ela apela, de forma acintosa, à terrível lembrança da escravidão e alega que viver com este salário é condição “análoga à escravidão” e pergunta:” como vou comer, beber, calçar'? O cargo exige roupas, maquiagem”. A Ministra esqueceu-se de citar que tem carro, motorista, avião da FAB a disposição e cartão corporativo, entre outras benesses.
Não atendida em seu pedido, a Ministra, redobrando a vergonha, não pediu demissão, nem o PSDB a retirou do cargo, mostrando que cada vez mais é um partido perdido na catástrofe ética que vive a política nacional.
A situação mostra despreparo para o cargo e torna inútil e fantasiosa sua presença lá, entretanto, segundo a Folha do Estado, a Câmara de Feira irá lhe entregar o título de cidadã feirense, aprovado no último dia 25.
A Câmara seria mais respeitosa com a memória dos escravos se colocasse a homenagem em eterno banho-maria. Ou será muita vergonha alheia.
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César Oliveira - 03 de Novembro de 2017 | 19h 38
Nenhuma empresa pede recuperaão judicial quando está nadando em dinheiro e surfando no lucro, pois, sabe que isto abala a imagem comercial e o grau de confiança que a empresa têm. Desde que ganhou a licitação para o transporte público da cidade a empresa São João vem capengando no noticiário. Primeiro foi a notícia do confisco dos ônibus e agora esta de concordata.
Evidente que a empresa tinha uma expectativa maior de sucesso na cidade, ou que o ligeirinho fosse contido, o que jamais aconteceu, e causa impacto no seu faturamento. Seja como for, é evidente que traz uma preocupação com o futuro do BRT que vai exigir novos ônibus, embora ninguém saiba realmente o que vai acontecer.
Por via das dúvidas é melhor botar a barba de molho.
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César Oliveira - 03 de Novembro de 2017 | 19h 25
O Brasil vive uma crise de segurança sem precedentes. As organizações criminosas se profissionalizam, buscam conexões internacionais, financiam campanhas políticas como afirmou o traficante Marcinho VP, em entrevista, corrompem a Polícia e o Judiciário, e comandam completamente as cadeias do Brasil, matando quem desejam, quando querem. Os líderes presos chefiam o crime de dentro das cadeias que funcionam mais como seguros escritórios do que isolamento da Sociedade.
A vexaminosa situação de incapacidade do Estado para o enfrentamento ao é simbolizado pelo Rio de Janeiro, onde 112 Policiais já foram mortos- inclusive o Comandante de um Batalhão- e o caos e a insegurança seguem instalados, apesar das episódicas ações das Forças Armadas e com as afirmações do Ministro da Justiça de que os Comandantes de Batalhão tem sua nomeação aertada com os criminosos deixando o país estarrecido.
O Rio, entretanto, é qualquer lugar do Brasil, inclusive em Feira de Santana, que tem sido incluída, com frequência, no ranking das cidades mais violentas do país. Entroncamento comercial, porta de entrada de Salvador, Feira, naturalmente, converte-se em polo criminal – roubo de cargas, drogas, armas, fraudes fiscais, grilagem, milícias, roubo de carros- enfim, em Feira, procurando-se, de todo crime se acha.
Ao que se sabe, existem menos viaturas e homens na Polícia Militar e Civil – onde há controversas substituições-, do que o necessário para o efetivo combate ao crime e a Polícia Federal nunca saiu da condição de Posto para a sonhada e necessária condição de Delegacía Federal, apesar de sermos a segunda cidade do Estado e termos uma população em torno de 1 milhão de habitantes sob influência. A dura e mortal realidade é que a crise de segurança está instalada, apavorando a população e a tolha de luz do por do Sol feirense, traz consigo o cerrar de portas e o medo.
A insegurança gera custos emocionais e financeiros ao cidadão, por isso, exigimos mais investimentos, planejamento e ações de segurança em nossa cidade. Aliás, o Secretário de Segurança poderia visitar mais a região, até para não esquecer o caminho-, trazendo mais recursos, equipamentos e segurança aos Policiais que fazem um árduo e honroso trabalho no enfrentamento ao crime.
Quando vemos que o número de mortes violentas passou de 50 para 61 mil e o governo federal reduziu os investimentos em segurança em torno de 10,3% compreendemos que o que temos são apenas promessas vazias.
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César Oliveira - 23 de Outubro de 2017 | 15h 36
Li, estarrecido, uma nota do site Bahia Notícias que informava haver uma reviravolta na escolha do Presidente do Tribunal de Justiça, da Bahia, após jantar com o governador Rui Costa, no Palácio de Ondina .
Segundo o site, além do governador, estariam presentes “ o ex-governador Jaques Wagner, a desembargadora Maria do Socorro, atual presidente do TJ e o desembargador Mário Hirs, maior liderança da Corte”. Como não houve desmentido, acredita-se que o jantar realmente aconteceu. Após o convescote palaciano ficou decidido que o eleito seria o Desembargador Gesivaldo Brito, quando, antes, despontava como favorito, Lourival Trindade.
Soa como normal, dado já ser rotina, não só aqui, mas em todo Brasil, este beija mão ao Legislativo, antes da escolha, mas é absolutamente escandaloso que isso aconteça. Fere, mortalmente, a ideia de uma Justiça independente e a não interferência entre os poderes.
Evidente que, se o jogo é capaz de mudar desta forma, o cidadão poderá perguntar que isenção tem a Justiça se não consegue escolher com as próprias pernas quem irá lhe dirigir os destinos. É aguardar para ver, como meros reféns que somos, do poder.
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César Oliveira - 23 de Outubro de 2017 | 15h 28
Registro da Polícia Federal encontrou exóticas 46 ligações de watts-app do Ministro do STF e presidente do TSE, Gilmar Mendes, para o investigado Senador Aécio Neves. Dessas, 26, não se completaram, mas deixaram a ideia da insistência para que as conversas acontecessem.
O onipresente e falante Ministro não se pronunciou a respeito, talvez, ocupado com algum habeas corpus. Já a Assessoria disse não haver nada de estranho já que estavam discutindo a reforma política e Aécio era Presidente de um partido.
Devemos sempre considerar a presunção da inocência, mas seria bom o Ministro Gilmar, em respeito ao cidadão e considerando-se que a transparência sempre tem efeito salutar, liberasse o número de ligações que fez para cada um dos outros Presidentes de partido, para que não fique a falsa impressão que discutiu apenas com um só.
Talvez o Ministro devesse lembrar o que ensinava Jânio Quadros : intimidade demais só gera aborrecimentos ou filhos.