Há consenso que a absolvição da chapa Dilma-Temer comandada por Gilmar Mendes, presidente do TSE, tem tudo para se tornar uma destas decisões da corte cujo menor prejuízo é a manutenção do presidente no cargo. O que a decisão escancara de forma crua e bruta é que a Justiça não se move apenas pelas provas – de resto, com excesso delas, como mostrou o Ministro Herman Benjamim-, mas por acordos políticos, pagamentos de nomeações e outras influências. O que se coloca a nu, também, é a fragilidade do TSE- Tribunal Superior Eleitoral, que ainda não tem capacidade de seguir ritos da lei convertendo-se em palco de um teatro de cartas marcadas e manipulações ilimitadas do poder.
Fica claro, por outro lado, que o Ministro Gilmar Mendes descumpre a função básica de um juiz- respeitar as leis-, preferindo agir politicamente, de acordo com suas misteriosas ligações pessoais – aliás, já voou no avião com o investigado-, pouco importando a destruição e desvalorização que causa no Judiciário, a consolidação da impunidade e a liberação do vale-tudo eleitoral. É um juiz sem pudor da ética, com ego estratosférico, que não se importa de expor-se, e sem receio de jogar provas ao lixo, para atender suas inclinações políticas.
A recuperação do rigor da Corte, do respeito judicial, da validação da legislação eleitoral, vai demorar e este mal feito por Gilmar e os juízes indicados por Temer- que produziram momentos de aberração inacreditáveis – é um estrago institucional cujo preço é elevadíssimo para a nação.
Foi um horroroso momento para o país. Criticamos os políticos, mas a verdadeira ameaça é o sistema judicial brasileiro.
Mostrando o elevado grau de relacionamento que possui, o atual Diretor do HGCA, José Carlos Pitangueira, reuniu a maioria dos vereadores, deputados da cidade, e outras autoridades, para receber o título de cidadão feirense- onde está há 4 anos- por iniciativa do vereador Alberto Nery, na Câmara Municipal.
O diretor conseguiu, inclusive, trazer à cidade o atual Secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas Boas, mas, além disso, reuniu na mesma mesa o atual e o poderoso Ex-Secretário de Saúde, Jorge Solla, que já andaram às turras pelo destino da saúde em nossa Bahia.
Mostrou prestígio.
Nordeste tem 18 das 30 cidades mais violentas do país. Não bastasse as dificuldades climáticas, o coronelismo político, a menor cobertura da rede de proteção ao cidadão, ainda somos parte dominante na pior das estatísticas.
Há anos apontamos que a política de combate a violência foi o ponto mais falho dos anos do PT, pois, nunca esteve na dimensão de combate ao crescimento do crime, por mais que o governo diga que fez investimentos -e até fez-, mas o problema é de dimensão do feito e não do ato de fazer.
Não é a toa que Feira passa a pontuar- segunda cidade do estado- como a 30ª mais violenta. Um golpe duro na auto-estima, que já não é das melhores, mas todos percebem que o clima de insegurança tem crescido e os relatos de disputas criminais tem se tornado rotina.
A verdade é que, considerando a localização e perfil, Feira precisa muito mais do que tem.