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César Oliveira - 13 de Maio de 2017 | 13h 18
A doença, com seu roteiro aleatório e potencial de letalidade , nos traz uma assombrosa noção de fragilidade e desamparo. A chance de perdermos os abraços em que amamos nos esconder, ou vá lá - de comer andu com um bom bife-, de não termos dito todas as palavras, vítimas dos adiamentos e escolhas erradas, é como perder as velas em um barco bêbado.
De imediato, então, vem o desejo de termos mais um tempo para concluirmos algumas coisas, polirmos arestas, esquecidos que ao fim de cada coisa finda, inaugura-se outra nova e inconclusa obra. Somos prisioneiros da permanência indefinida, do livro não terminado, do vinho não provado, do amor não conjurado, do gozo do doce de tomate que invade e ocupa a memória, do beijo que ainda falta, das árvores não plantadas, ou, no mínimo, do sorvete que precisamos repetir.
Assim, olhamos ao redor como quem soluça quando um filho abre a porta de casa são e salvo; como quem tem a chance de colocar os pés descalços para andar na terra, sem posses e lutas, mas perene; como quem descobre que se escorava em cordilheiras de isopor esquecido que a vida é uma ameaça latente.
Prometemos, então, uma cópia definitiva e não mais os rascunhos e ensaios que fazemos de nós mesmos.
A doença fere, não o corpo, mas a imortalidade.
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César Oliveira - 12 de Maio de 2017 | 22h 23
Apesar da imensa repercussão do interrogatório de Lula, ele pode ser resumido a 82 “não sei” , e as inusitadas revelações que Dona Marisa era um às dos negócios e quem tomava as decisões comercias da família, não gostava de praia, mas insistia em comprar um imóvel no Guarujá, negociava triplex, escondida do marido, sem ter dinheiro, e, apesar disto era atendida pelo próprio presidente de uma construtora que faturava bilhões e que tratou de atender as melhorias exigidas para um apartamento que a compradora não ia querer. Antigamente, dizia-se nos filmes que o mordomo era sempre o culpado. Desta vez, Dona Marisa saiu como a grande responsável deste mal entendido.
Restou, também, afirmação de Lula- acreditem se quiser- que ele não tem influência no PT, apesar de afirmar, ao mesmo tempo, que será candidato a presidente, mesmo sem saber se o partido vai referendar seu nome, já que não manda em nada por lá.
Não houve nenhum ippon no depoimento, nem vitoriosos ou derrotados, até porque, foi apenas o natural de um processo.
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César Oliveira - 11 de Maio de 2017 | 12h 30
Durante suas campanhas presidenciais Lula chamou Sarney de ladrão e Itamar de filho da ****. Já eleito, quando explodiu o escândalo das nomeações secretas no Senado e o coronel do Maranhão estava para ser cassado ele saiu em sua defesa dizendo: "Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum."
Ontem, durante depoimento a Moro, em Curitiba, Lula disse: “Um político não é julgado pelo Código Penal. Um político é julgado pelo povo. E eu já fui várias vezes julgado pelo povo”.
Um dos motivos de minha decepção com o PT é este desrespeito institucional. Esta ideia paternalista, patrimonialista, dos políticos brasileiros- não é só de Lula- é a raiz de todo mal de nossa política. Nossos representantes acreditam que a execução de qualquer obra ou avanço social, ainda que temporário, é um ato de favor, uma concessão ao povo e não o dever de todo administrador. Estas ações funcionariam como um salvo conduto para ações criminosas, uma vale-night para cair na farra com o dinheiro público, tornando-os inimputáveis.
Esta concepção arcaica, oportunista, totalmente invertida da relação política está incorporada inclusive por muitos cidadãos, de forma subliminar, de tão rotineira. Falta-nos a concepção de que o ocupante do poder é um funcionário nosso, de que o governo é algo criado pelo povo com o objetivo de oferecer-lhe o máximo incomodando-lhe o mínimo e não o contrário como acontece no Brasil.
Eleição não é atestado de idoneidade, nem de conduta moral. Fosse assim, aboliríamos todas as instâncias fiscalizadoras porque seriam obsoletas. Nosso grau de reverência e adulação diante dos políticos é um atestado indiscutível de nosso atraso social e do imenso abismo que nos separa das democracias mais avançadas. Lula, ontem, apenas externou sua compreensão de estado e ética pública.
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César Oliveira - 10 de Maio de 2017 | 21h 30
Marco Aurélio Mello, ministro do STF, declarou-se impedido de julgar as questões referentes a Eike Batista porque tem uma sobrinha que trabalha no escritório de Sérgio Bermudes, advogado do réu.
O que Marco Aurélio fez foi dar um "tapa de luva de pelica" na cara de Gilmar Mendes que apesar de ter a mulher trabalhando no mesmo local não fez isto. Foi uma vingancinha contra Gilmar que detonou o colega quando este afastou Renan da Presidência do Senado.
O STF tem razões que a própria lei desconhece.
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César Oliveira - 10 de Maio de 2017 | 11h 33
O projeto Bus Rapid Transit (Transporte Rápido de Ônibus, em inglês), ou BRT, de Feira, foi lançado em 30 de Junho de 2015 pelo prefeito José Ronaldo, o Ministro das Cidades Gilberto Kassab e o governador Rui Costa, com previsão de que começaria a operar em Janeiro de 2017. O projeto tem investimento expressivo do governo federal, de R$87 milhões, através da Caixa Econômica Federal e conta com dois corredores: João Durval, com 4,8 km de extensão, e o Corredor Getúlio Vargas, com 4,45 km, totalizando 9,25 km que estarão ligados a três terminais, também parte do projeto.
. Depois das eleições do ano passado a oposição ao projeto perdeu o ímpeto e o discurso técnico parece que não encontrou mais defensores, mostrando que o fôlego era eleitoral. O BRT, no entanto, que vinha em bom ritmo parece ter empacado. O secretário Carlos Brito já reconheceu atraso na intervenção da João Durval, por alguma falha de projeto, e as estações da Getúlio Vargas seguem, também, sem finalização de sua construção, embora prometidas para mais 90 dias. Segundo as informações a previsão é que entre Setembro e Outubro as obras sejam finalizadas e o sistema comece a operar.
A população torce para que o novo calendário de conclusão sugerido seja realmente cumprido.