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César Oliveira - 08 de Abril de 2017 | 18h 38
Rui Costa faz um bom governo. Mais austero e menos contaminado do que o de Jacques Wagner e com um enfrentamento em Salvador, com ACM Neto, que só trouxe benefícios. Certo que a perda do Centro de Convenções deixando a Capital, centro turístico, sem este equipamento, foi um desastre monumental do governo do PT, mas em compensação a finalização da obra do Metrô- uma piada nacional e coisas piores legadas pelos ex-prefeitos- é um acerto de maior tamanho. A Bahia, no entanto, continua muito pobre, com uma economia que não corresponde ao tamanho territorial e população.
O estado fez alguns investimentos consideráveis em Feira- embora sempre menos do que precisamos-, mas sem dúvida que em níveis melhores do que vivíamos condenados no passado, como a Nóide, Hospital da Criança, esgoto, abastecimento, segurança, UPA e a Lagoa Grande- vergonhosamente sem plantio das árvores e sem ação da Embasa para resolver o esgoto- e o viaduto da BR324 que está sendo concluído. Além de inaugurar a sede da PGE, Rui anunciou a construção da Policlínica. Nada falou, no entanto, de concreto sobre o novo Hospital ou sobre uma reforma no HGCA para melhorar sua hotelaria. O deputado Zé Neto em entrevista a Tribuna disse que seriam investidos R$ 5 milhões na sua recuperação (não é nada demais considerando-se que pode-se desperdiçar R$15 na malfadada reforma e desabamento do Centro de Convenções).
Esperava que fosse anunciada a data do início da intervenção e liberação desta verba, entretanto, não aconteceu. Resta torçer para que a batalha de obras da Capital se reproduza em Feira, pois, só temos a ganhar. Enquanto isto, ficamos no aguardo do dia indispensável dia D, no HGCA.
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César Oliveira - 08 de Abril de 2017 | 15h 36
O mundo evoluiu tecnologicamente, cientificamente, culturalmente. Temos o menor índice de pobreza da história da humanidade, a maior expectativa de vida, chegamos as fronteiras do espaço, mas algo não mudou: o homem. Como diria meu ídolo Belchior, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos antepassados: ambiciosos, cruéis, imorais, violentos, cheios das pulsões freudianas. O que nos redime ou controla é a lei e a fé. A cultura, faz isso, mas apenas perifericamente. Por isto o mundo não é cor de rosa, não obedece regrinhas e discursos, nem respeitas as melhores intenções de ninguém. Há, homens sem lei, sem fé, ou com uma fé que prega a destruição do outro, como o islã, ou a mutilação. Ou tudo isto.
Acontece que homens sem lei ou fé equivocada, seja ideológica ou religiosa, chegam ao poder e para se manterem no domínio são capazes de qualquer coisa- matar, violentar, perseguir, exterminar, queimar, difamar, estuprar, envenenar com plutônio - ou o que for necessário, pouco importando quantas pessoas matem ou o que destruam pelo poder. O homo sapiens nunca foi uma espécie longe do genocídio dos adversários.
Indivíduos que atingiram este grau de amoralidade não respeitarão discursos, apelos, conselhos. Só serão apeados do poder por um poder mais forte. E enquanto o humano for o que é não poderemos abrir mão de forças que os reprimam.
Oremos que seja os EUA a força repressora - com todos os seus pecados- e que gente deste tipo nunca chegue a um arsenal nuclear. Ou nada poderá ser feito.
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César Oliveira - 07 de Abril de 2017 | 19h 49
Roubaram minha personal, na Fraga Maia. Todos os documentos em uma bolsa com blusa da Feira Fitness. Celular e outras coisas sabemos que não voltam, mas quem achar os documentos de Ana Beatriz Oliveira Silva, por favor, liga, ou deixa lá na academia.
Ela virou estatística.
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César Oliveira - 04 de Abril de 2017 | 19h 26
O desfecho, hoje, do julgamento da chapa Dilma-Pinguela, no TSE, era mais previsível do que passar mal depois de comer manga com leite. Não foi à toa que o debate atingiu o onírico com o Relator desejando que não se fosse chegar a Adão, Eva e a serpente sendo chamados para depor, embora a dupla possa ser acusada de fazer o que fizeram desde os tempos do Paraíso. O fiscal, esclareço.
Não havia a menor chance de emplacar o relatório. Antes de ser dada a largada nesta corrida voltou-se ao recolhimento de provas e concessão de mais tempo para defesa. Contribuindo para o jogo de empurra decidiu-se que a coisa só vai andar depois de Guido Mantega e o casal de delatados - João Santana e Monica Moura- concluírem sua delação publicitaria. Depois tem troca de Ministro e se o processo voltar a andar, o Ministro Napoleão- e cada país tem o Napoleão que merece- irá pedir vistas- ou perder de vista- ao processo.
A queda do governo Temer- a pinguela, segundo FHC- jogaria o Brasil em um limbo aterrador e conflituoso, o que lhe dá a chance de manter a pose de mal menor ficando por lá. A depender do TSE, nos manteremos no embromation até a próxima eleição ou dilúvio divino. Talvez, menos catastrófico.
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César Oliveira - 04 de Abril de 2017 | 19h 02
A eterna relativização do crime fez com o que maior evento e símdo do estado do Rio do Janeiro- o carnaval- seja patrocinado, dirigido, pela contravenção, e acabe divulgado para o mundo, venerado pela mídia e população, esquecendo que ele é o retrato do fronteiriço limite entre legal e ilegal que permeia a existência do Rio de Janeiro.
Neste ambiente de tolerância e cumplicidade o bando do imortal e pantanoso PMDB não poderia encontrar um meio melhor para florescer, alimentado pelo generoso apoio e aval de Lula e Dilma. A formação da quadrilha que saqueou as verbas e o presente dos cariocas , composta por empresários, políticos, membros do poder judiciário, é o retrato acabado do grau de destruição a que pode ser levado uma Sociedade que perdeu completamente os valores de referência moral e escolheu como glamour o lado errado da lei.
A devassidão moral que atinge a Presidência da Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas mostra que é um horror sem fim.