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César Oliveira - 26 de Abril de 2017 | 17h 04
Ao que se notícia, o Presidente da Câmara, vereador Ronny, apesar de jovem, deu entrada no Hospital EMEC, pela segunda vez em curto período, com algum problema de saúde. O fato desencadeou uma verdadeira tempestade de mensagens em grupos de redes sociais, com as informações mais diversas possíveis.
Até termos um esclarecimento do Hospital, que não constuma revelar dados de seus pacientes, ou da própria Câmara, ficará este clima de exposição e desgaste, situação agravada pelo cargo que ocupa.
O mais salutar seria o vereador emitir uma nota esclarecendo sua situação de saúde, como é comum a todos os políticos que ocupam cargos de liderança, permitindo que se conheça sua situação, evitando ampliação de boatos e preservando a instituição e seu próprio mandato.
Desejamos ao vereador uma boa recuperação.
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César Oliveira - 26 de Abril de 2017 | 16h 38
Depois de uma matéria que a Tribuna Feirense publicou no dia 11 de Abril sobre o Ambulatório da UEFS que permanecia inconcluso, contatamos o deputado José Neto e pedimos sua colaboração para tentar solucionar o problema. Faço o relato para ser justo com o deputado, que prontamente buscou a Reitoria e intermediou o encontro com o Secretário de Saúde do Estado, com boa vontade. O movimento levou, ainda, a retomada das conversas com a Secretária da PMFS, Denise Mascarenhas, que se dispôs a colaborar. O fato evidenciou, também, que a Universidade não tinha apresentado nenhum projeto, certamente esperando bons tempos.
A entrada em funcionamento do Ambulatório – projeto antigo, que deixei pronto no Curso de Medicina, quando fui Coordenador, depois modificado- vai colaborar de forma importante com a saúde e a ciência local. Primeiro, vai qualificar ainda mais a formação dos alunos da área de saúde; segundo, vai ampliar a possibilidade de realização de pesquisas dentro dos cursos; terceiro, vai ampliar a oferta de espaços de assistência à carente população de Feira; quarto, vai permitir que a Secretária de Saúde reduza suas dificuldades com o atendimento de média complexidade, que é um significativo problema, atualmente.
Durante a construção fizemos algumas visitas de supervisão com o Prof. Renato Pires- à época, Coordenador do Curso de Medicina e que deu uma grande colaboração ao seu desenho atual-, e vimos que existe uma série de serviços a serem implantados. Estes podem ser feitos até de forma gradativa, seguindo um calendário. Entretanto, o atendimento de consultório que exige um mínimo de estrutura, pode ser iniciado de forma rápida. A viabilização de um convênio com a Prefeitura pode permitir o pagamento destas consultas. Os valores finais, que estimamos no projeto, tenho certeza que não chega a causar impacto aos recursos municipais e seriam suficientes para esta manutenção mínima, sem comprometer o combalido orçamento da UEFS.
Agora, só precisamos de boa vontade, disposição e consciência dos diversos atores para que o Ambulatório cumpra seu papel docente-assistencial sem mais demoras.
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César Oliveira - 24 de Abril de 2017 | 21h 13
O primeiro e fundamental passo foi dado: a Lagoa Grande foi salva, em um belíssimo trabalho do governo petista. O local, entretanto, ainda não caiu nas graças do feirense. Inicialmente, por problema de segurança, que melhorou com a presença de uma Unidade Móvel , da PM, por lá, embora ainda não tenham aparecido os triciclos prometidos. Se não houver segurança maciça, não haverá público.
Outro motivo é que o esgotamento sanitário se arrasta, apesar das promessas da Embasa, o que produz um cheiro desagradável, em certos momentos. Um terceiro é a falta de urbanização, após ter sido anunciado que seriam necessários 3000 árvores. Sem árvores não há clima ameno, nem se cria o afeto da interação. Por último, falta disciplinar o entorno, regulando o perfil de ocupação e estimulando para que o comércio em volta se torne de lazer e compras.
O Estado diz que a Prefeitura não quer fazer manutenção; a Prefeitura diz que só assume com o esgotamento realizado. Enquanto disputam, o feirense vão ficando sem seu Parque. É morrer de sede na beira da lagoa.
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César Oliveira - 22 de Abril de 2017 | 19h 49
As denúncias da Lava-Jato dizimaram o processo político brasileiro. A persistência dos denunciados no poder, conspirando contra a Operação, é um sinal que se recusam a morrer, mas os próprios partidos precisarão afastar estas lideranças para sobreviverem.
É lamentável que o presidente-pinguela, Temer, tenha oito Ministros entre os apontados na lista da corrupção e prefira compactuar com eles em nome da sobrevivência no Congresso do que fazer o enfrentamento e atender as demandas da Sociedade. O preço que Temer irá apagar será o rodapé da história, mesmo tendo feito as importantíssimas reformas que o país precisa para sair do estado catatônico em que foi lançado pelo consórcio petista.
A reforma política precisa ser feita para que as instâncias de poder recuperem sua ordenação no próximo processo eleitoral, mas não será com golpes para permanência- como a lista fechada- que os desgastados políticos brasileiros encontrarão o caminho de volta.
A Sociedade precisa se manter mobilizada, atenta, incisiva, participativa, para que esta reforma atenda suas necessidades e não se torne um abrigo de políticos que há muito deveriam freqüentar as prisões ou o ostracismo político.
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César Oliveira - 21 de Abril de 2017 | 16h 54
Como sempre digo, a eleição na Bahia a Lava-Jato pertence. Ao final da eleição de Rui e a vitória de ACM Neto a conversa corrente era que o carlista estaria com um pé no Palácio em qualquer condição, mas parece que, como na famosa piada, esqueceram de combinar com os russos.
Primeiro, sorrateiramente, migrando de um lado para o outro, sem conflitos, surgiu o fator Otto Alencar, que engordou seu partido, botou banca, deu rasteira em Marcelo Nilo na presidência da Assembléia e se tornou decisivo na sucessão.
Agora, surgiu a Lava-Jato botando ACM Neto na defensiva, afinal, vai ter de explicar seu nome entre os delatados, que pode, a depender da evolução, fazer com que ele prefira ficar quietinho onde está, afinal, é muito jovem e tem o tempo - a curta memória nacional- a seu favor.
Em situação mais grave está Jacques Wagner, fiador de Rui, acusado de receber propina na casa da mãe, relógios – ele disse que ganhou, mas não usou, como se mudasse algo- e ter atuado para a Odebrecht, em acordo que resultou em R$10 milhões de reais para campanha de Rui Costa, em 2014.
Geddel, outro nome de peso, foi liquidado pelas delações, sendo obrigado a apear do governo Temer. Outros políticos também estão na lista de Facchin e tem impacto nos acordos eleitorais. Não é a toa que novos nomes – como o de José Ronaldo- entraram no jogo pela vaga ao Senado.
Ainda há muita apuração a ser feita e muita denúncia a ser confirmada, mas tudo isto faz da sucessão baiana um imenso sarapatel onde não falta a pimenta jurídica do MP e do juiz Sérgio Moro para decidir o futuro.