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César Oliveira - 19 de Abril de 2017 | 17h 59
As denúncias e os detalhes sórdidos se desdobram em velocidade impressionante. Certo que há uma sensação que a delação premiada está virando um balcão de comércio vantajoso, mas ainda há novidades.
A delação do marqueteiro João Santana e sua mulher Monica Moura mostra que todos sabiam do dinheiro ilegal nas campanhas e que Palloci era o operador do sistema petista. Eles deram nomes e o modus operandi de recebimento do dinheiro.
Por outro lado, o engenheiro civil Emyr Costa delatou como destinou R$500 mil reais e como foi feita a obra no Sítio de Atibaia, reformado por prestígio de Lula, para Lula usar, usado por ele, mas que Lula continua negando ser dele e afirma pertencer a um amigo e como o dinheiro foi guardado em um cofre e as entregas semanais de R$100 mil que fazia para pagamento dos pedreiros.
A cada delação, cada revelação de detalhes- do sítio ou das campanhas- os acusados repetem a mesma ladainha que nada sabem, que nada existiu, embora ninguém diga que vai processar a Odebrecht por calúnia, o que seria lógico em qualquer outra situação. Ao que parece, quem cala consente.
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César Oliveira - 19 de Abril de 2017 | 17h 57
Com a pequena oposição existente o que resta para causar distúrbio na base Ronaldista é o fogo amigo. Nesta semana os vereadores dispararam contra os Secretários, especialmente Jaiana, da Educação; Sérgio Carneiro do Meio Ambiente, o que inclui aparelhos de som; e Mauricio Carvalho, do Trânsito e responsável pelas multas. Os edis acusaram os Secretários de desrespeito e de não serem recebidos por eles. O Presidente Ronny, em duro pronunciamento, prometeu retaliar, no melhor estilo aqui se faz aqui se paga.
O vereador é um legitimo representante do povo e que precisa ser recebido pelos Secretários para atenderem as demandas de seus eleitores; Secretários, são cargos de confiança, mas precisam ser respeitados porque exercem a função legitimamente.
Se arrumar direitinho o vereador entrega a pauta de pedidos formalizada; o Secretário fica autorizado a divulgar a pauta ou a conversa gravada. Todo mundo sai feliz e a Sociedade agradece a transparência .
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César Oliveira - 17 de Abril de 2017 | 18h 20
Entre os muitos aspectos da delação de Emílio e Marcelo Odebrecht um dos mais estarrecedores, mais significativos, do grau de degradação institucional de nossa Sociedade está na revelação que a CUT, Lula, Paulinho da Força Sindical, negociavam a realização de movimentos grevistas com a Odebrecht.
A utilização dos trabalhadores como massa de manobra para obtenção de lucros pessoais demonstra quanto existe de manipulação nesta relação entre empregado e empregador e da rasura moral de nossos líderes sindicais.
É , espantosamente vergonhoso.
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César Oliveira - 17 de Abril de 2017 | 13h 20
A corrupção nacional fez sua estreia com a chegada das caravelas, e, desde então, vem apresentando crescimento progressivo, acentuando-se após o fim da ditadura e atingindo o auge nos últimos governos. A “ mãe de todas as delações”, da Odebrecht, revelou-se uma bomba , com detalhes devastadores que implodiu o poder político nacional e revelou o comprometimento pluripartidário. Não restaram nem índios, sindicalistas, milícias, polícias, - estranhamente poupou-se o sistema Judiciário-, que não fossem implicados por Marcelo e Emílio, filho e pai.
Evidente que os petistas dizem logo que não inventaram a corrupção, o que é uma absoluta verdade, mas aderiram a ela com apetite voraz e a ampliaram a um estágio de perda total de limites e de dimensões..
O crescimento de 520% em dez anos, da Odebrecht, dá ideia do grau de simbiose que foi atingido pela construtora e o PT, através de Lula. Mais de 80% dos recursos do BNDES aplicados em obras do exterior- com fiscalização menor ou inexistente-, ficaram com a empresa baiana. Não foi, evidente, a única, mas foi a que levou mais longe a apropriação do Estado, em elevado grau de gangsterismo empresarial, com a formação de uma bancada de 12 governadores, 24 senadores, 39 deputados federais e 4 ex-presidentes.
O domínio das empreiteiras sobre as lideranças políticas levando a fabricação de leis sob encomenda, medidas provisórias direcionadas, pagamentos de débitos como acordo e não resultado jurídico, criação de obras com finalidade de obtenção de recursos ilegais, revelam a construção de um Estado tráfico-empreiteirial devastador, que condena o país ao atraso e sua população ao sofrimento.
A Sociedade precisar reagir. A estes, não pode haver clemência, nem perdão.
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César Oliveira - 10 de Abril de 2017 | 19h 12
Circula na internet um abaixo-assinado relatando o clima de insegurança na UEFS e pedindo ao Reitor para liberar a presença da Polícia no Campus. Já escrevi inúmeras vezes que é inconcebível nos dias de hoje, com o grau de violência atual, existir um território livre aos criminosos, onde está garantido que a lei não os irá alcançar.
A UEFS tem mais de 10 mil pessoas circulando em seu espaço, inclusive à noite, não podendo permanecer com este esqueleto da ditadura em seu armário, cultivando um resquício que tinha como objetivo garantir liberdade política. Atravessamos 12 anos de governo de esquerda e mesmo assim isto não foi modificado. Hoje, não há nenhuma ameaça a liberdade de manifestação- inclusive, é mais fácil fechar os portões da UEFS do que pedir uma pizza delivery-, não sendo aceitável expor alunos, professores e funcionários a tensão, ao desamparo, das forças de proteção legal. Aliás, para ser sincero, chega a ser surrealista existir um espaço com tamanha densidade populacional em que a “Polícia não entra".
Na USP, maior Universidade do país, foi preciso mortes e estupros para que a situação se modificasse permitindo que uma patrulha comunitária tivesse autorização para atuar, após assinatrua de um convênio. A verdade é que o discurso esquerdista domina o ambiente universitário o que impede que Reitores tenham a coragem de fazer esta autorização com medo da patrulha, não policial, mas ideológica.
Espero que aqui não tarde, como tardou na USP, pois, nem uma vítima, nem uma única vitima, justificará tamanha irresponsabilidade.